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Homem suspeito de jogar a esposa do 10º andar recebeu R$ 12 milhões de produtora do filme de Bolsonaro
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Homem suspeito de jogar a esposa do 10º andar recebeu R$ 12 milhões de produtora do filme de Bolsonaro

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12/12/2025 13h19
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A revelação de que Alex Leandro Bispo dos Santos recebeu milhões em recursos públicos voltou a ganhar destaque após sua prisão pela morte da esposa. Documentos analisados por investigadores apontam que ele assinou um contrato no valor de R$ 12 milhões com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Pereira da Gama, responsável pela produção executiva da cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo o colunista Demétrio Vecchioli do Metrópoles, o pagamento, segundo apurações, teve origem em um acordo da Prefeitura de São Paulo para a criação de pontos de internet gratuita em áreas de baixa renda, projeto que já era alvo de questionamentos por apresentar diversas irregularidades.

A contratação do ICB, realizada em 2024, previa a instalação e manutenção de milhares de conexões de wi-fi distribuídas por comunidades vulneráveis da capital, mas auditorias indicaram inconsistências na execução e nos custos. Enquanto prestava contas, a ONG apresentou documentos que incluíam assinaturas de Alex Bispo e de sua esposa, Maria Katiane Gomes da Silva, esta última registrada como testemunha. Segundo reportagem investigativa, trechos do plano de trabalho foram alterados em período eleitoral, permitindo pagamentos antecipados por pontos que ainda não estavam ativos. Dados mostram que a empresa de Alex, a Favela Conectada, chegou a receber valores referentes a 12 meses de manutenção mesmo atuando por pouco mais de dois meses.

A investigação sobre os contratos e o crime

O envolvimento de Alex no esquema financeiro voltou à tona após sua prisão por feminicídio. Em 9 de dezembro, ele foi detido suspeito de espancar Maria Katiane antes de ela cair do 10º andar de um prédio na zona sul da capital. Vídeos registraram a sequência de agressões, e, ao ser abordado pela polícia, Alex admitiu apenas que “foi mais por causa que gostava muito da pessoa”, negando qualquer intenção de causar a morte. As autoridades tratam o caso como feminicídio, e a investigação corre na 89ª DP.

O episódio, que une denúncia de corrupção e violência doméstica, segue sob análise da polícia e do Ministério Público, enquanto a prefeitura afirma que “considera irresponsável qualquer associação” entre o programa de wi-fi e outros projetos vinculados ao ICB. As apurações continuam.

Leia também: Crueldade! Mãe e padrasto são presos acusados de abusar da filha dela de 3 anos

Leia a matéria original aqui.

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