30ª Parada LGBT+ reuniu 36,8 mil pessoas em São Paulo, calcula Cebrap-USP
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Um levantamento do “Monitor do debate político”, conduzido pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento da Universidade de São Paulo (Cebrap-USP) em parceria com a ONG More in Common, estimou em 36,8 mil o público que esteve na Avenida Paulista durante a 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, realizada neste domingo (7).
A maior concentração foi registrada às 14h37. Considerando a margem de erro de 12%, o total no pico pode variar entre 32,3 mil e 41,2 mil pessoas. Na série recente do mesmo monitoramento, o pico estimado foi de 48,7 mil em 2025 e de 73,6 mil em 2024.
A edição de número 30 também ocorreu com redução de marcas apoiadoras e de trios elétricos. A Associação da Parada do Orgulho LGBT, presidida por Nelson Matias Pereira, estima queda de 60% na receita destinada ao evento entre 2025 e 2026 após a saída de grandes patrocinadores. Em 2026, são citadas três empresas: Amstel (patrocinadora oficial), Grupo L'Oréal no Brasil (copatrocinador) e Philip Morris Brasil (apoiadora). No ano passado, foram mencionadas 12 marcas.
Na estrutura, foi confirmado o desfile de 14 trios elétricos neste ano, abaixo dos 19 de 2025. O texto também registra que o cenário inclui resistências políticas, com referência a um projeto de lei aprovado em primeira votação em maio, na Câmara de Vereadores da capital paulista, que tenta impor restrições a eventos com “alusão ou fomente práticas LGBT+”, além de prever classificação para maiores de 18 anos, multas e impedir a interdição de vias.
O material também menciona o tema central associado a 2026, com o slogan " A rua convoca, a urna confirma". Nesse contexto, a assistente social Silvia Maria de Lima, de 58 anos, foi citada com a frase: " Hoje podemos por a bandeira do Brasil na nossa causa, símbolo que por muito tempo foi apropriado pela extrema-direita".
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