Com 70 milhões de doses, vacinação contra a gripe começa neste sábado
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A partir deste sábado (28), o Ministério da Saúde dá início à campanha nacional de vacinação contra a gripe de 2026, com a meta de alcançar ao menos 90% dos grupos prioritários, estimados em 79,4 milhões de pessoas. A mobilização está prevista para seguir até 30 de maio.
Para a ação, foram compradas 69,9 milhões de doses produzidas pelo Instituto Butantan, com entrega programada até maio. Até agora, 15,7 milhões de doses já foram distribuídas a 20 estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. O Rio de Janeiro antecipou a aplicação e já oferece o imunizante nos postos de saúde.
Na região Norte, a vacinação ocorreu em setembro de 2025, em razão do chamado inverno amazônico, período associado a maior circulação do vírus.
Como parte da estratégia de comunicação, o governo informou ter enviado 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação, com foco em reforçar informações oficiais e estimular a procura pela vacina.
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação contra a gripe reduz de 60% a 70% os casos graves e as mortes relacionadas ao vírus. O imunizante disponibilizado pelo SUS é trivalente, com proteção para H1N1, H3N2 e Influenza tipo B.
A aplicação é anual e, em geral, ocorre em dose única. A exceção são crianças menores de 9 anos que receberão a vacina pela primeira vez, situação em que são indicadas duas doses, com intervalo de 30 dias. Também foi informado que a vacina pode ser aplicada junto com outras, como a da Covid-19.
No cenário internacional, a OMS estima que entre 5% e 10% da população global seja infectada por Influenza todos os anos, com até 650 mil mortes. No Brasil, dados de 2025 do InfoGripe, da Fiocruz, registraram cerca de 232 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com 24,3% associados ao vírus.
Em 2026, até 14 de março, foram contabilizados 14,3 mil casos de SRAG e cerca de 840 mortes no país. Entre os casos graves com identificação do vírus, a Influenza responde por 28,1%, em um contexto no qual a campanha prioriza idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.
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