CPI do INSS tem tumulto após aprovação de quebra de sigilo fiscal de Lulinha
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A CPI mista do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, em meio a uma sessão marcada por confusão, empurra-empurra e suspensão temporária dos trabalhos.
A decisão foi defendida pelo relator Alfredo Gaspar, que citou mensagens interceptadas nas quais Lulinha aparece como destinatário de um pagamento de R$ 300 mil, além da suspeita de que atuaria como “sócio oculto”.
Logo após a votação, parlamentares governistas se aproximaram da mesa para contestar o desfecho, e o ambiente evoluiu para tumulto, com registro de socos e necessidade de separação entre congressistas. Entre os citados no episódio estão Rogério Correa (PT-MG), Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). A sessão foi suspensa e, minutos depois, retomada com pronunciamentos.
Luiz Lima disse ter sido atingido durante a confusão, enquanto Rogério Correa declarou que o golpe ocorreu quando ele era empurrado e, na sequência, pediu desculpas ao deputado.
Em plenário, Paulo Pimenta (PT-RS) solicitou a anulação do resultado e afirmou: " Eu requeiro que anule o resultado por erro na contagem e anuncie o resultado verdadeiro. Não havendo esse entendimento, vamos interpretar como uma ação do senhor para fraudar o resultado da votação e iremos até o presidente do Congresso para solicitar a imediata anulação da votação que teve aqui. E faremos uma representação no Conselho de Ética por decisão de fraudar o resultado da votação". O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rejeitou o pedido, sustentando que a votação foi mantida e que a conferência já havia sido feita duas vezes.
A deliberação ocorreu por contraste visual, com indicação de que os favoráveis permaneceriam sentados e os contrários se levantariam. Carlos Viana declarou que o placar foi de sete votos, destacando: " Tem suplente aí. Só os titulares". Em seguida, completou: " Sete, a pauta está aprovada".
Além do caso envolvendo Lulinha, a comissão também aprovou a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master, para prestarem depoimento. No mesmo pacote de requerimentos, avançaram medidas como a quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master.
O nome de Lulinha entrou na discussão após a Polícia Federal apreender mensagens atribuídas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger. Ela é apontada como amiga de Lulinha e teria recebido pagamentos do “Careca do INSS” para atuar junto a órgãos de saúde na venda de produtos de cannabis medicinal; Roberta foi alvo de operação da PF e nega irregularidades na relação mencionada.
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