Imagens de satélite mostram devastação causada por cheias no RS

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Imagens obtidas pelo satélite Amazônia 1, operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), revelaram a magnitude da tragédia causada pelas cheias no Rio Grande do Sul. O estado está coberto por nuvens desde o dia 29 de abril, o que tem prejudicado os trabalhos de observação do solo. No entanto, as imagens revelaram dois pontos específicos: o Vale do Taquari e a bacia dos rios Soturno, Jacuí e Jacuizinho.
Essas imagens mostram um contraste impressionante entre o dia 20 de abril, antes da tragédia, e o dia 5 de maio, quando o governo federal declarou estado de calamidade em mais de 300 cidades gaúchas. No Vale do Taquari, uma das regiões mais afetadas pelas cheias, a imagem de satélite mostra um recorte de dez municípios da região, pois as demais cidades estão encobertas por nuvens.
As cidades do Vale do Taquari foram construídas às margens dos rios, o que as torna naturalmente suscetíveis às inundações quando o nível da água sobe. No entanto, desta vez, o volume de chuvas foi ainda maior, deixando a região completamente devastada. O rio Taquari, que corta o Vale, ultrapassou marcas históricas, atingindo mais de 30 metros de altura. Prefeitos da região afirmam que os municípios estão destruídos.
O registro fotográfico do INPE mostra claramente como o curso dos rios Soturno, Jacuí e Jacuizinho foi alterado devido ao volume de água das chuvas, que invadiu as cidades próximas. Nesse cenário trágico, famílias ficaram isoladas com as cheias, resultando em várias mortes, incluindo três na região de São João do Polesine, Silveira Martins e Pinhal Grande.
Antes:
Depois:
Fotos: Satélite Amazônia 1 - INPE
De acordo com os meteorologistas, essa chuva que atinge o Rio Grande do Sul representa o maior desastre climático da história do estado, superando até mesmo uma grande cheia que ocorreu em 1941. Estima-se que em alguns pontos do estado tenham sido registrados quase 700 milímetros de chuva.
O balanço atual das cheias já contabiliza mais de 80 mortos, mas ainda há mais de 100 pessoas desaparecidas. As buscas por corpos só poderão ser realizadas quando o volume da água baixar. Mais de 800 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes, incluindo a capital, Porto Alegre, que se encontra submersa em diversos pontos da cidade, como a rodoviária e o mercado municipal.
Embora a chuva tenha dado uma trégua, estima-se que o nível da água demore até quatro dias para baixar completamente. No entanto, especialistas já alertam que há previsão de novos temporais para quarta-feira, dia 7 de maio, o que pode agravar ainda mais a situação de emergência no estado do Rio Grande do Sul.


