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PF contesta decisão de Toffoli e alerta para possível perda de provas na operação Compliance Zero
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PF contesta decisão de Toffoli e alerta para possível perda de provas na operação Compliance Zero

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14/01/2026 21h37
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©Agência Brasil
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A Polícia Federal, através do diretor-geral Andrei Rodrigues, fez um pedido ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para rever a decisão que determina que os bens apreendidos durante a segunda fase da operação Compliance Zero sejam armazenados no STF. Rodrigues argumentou que essa ação pode causar prejuízos irreparáveis às investigações em curso, que buscam desvendar suspeitas de fraude financeira relacionadas ao banco Master. O diretor-geral solicitou a Toffoli que permitisse que peritos da PF começassem imediatamente a análise e extração de dados dos equipamentos apreendidos, como celulares, para evitar a perda ou destruição de provas importantes.

No dia 14 de hoje, a Polícia Federal executou 40 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas suspeitas de envolvimento no caso, incluindo o proprietário do banco Master, Daniel Vorcaro, e membros de sua família. Essa ação faz parte da segunda etapa da operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro Dias Toffoli em 12 de janeiro. Toffoli determinou que a PF cumprisse os mandados em até 24 horas, sendo que a operação deveria ser realizada até o dia 13.

As restrições impostas pelo ministro, como a ação de lacrar e armazenar os bens apreendidos no STF, levaram Andrei Rodrigues a enviar uma manifestação, no dia 13, argumentando que fatores operacionais impossibilitaram a conclusão da operação dentro do prazo estabelecido. Entre esses fatores, o diretor-geral destacou a necessidade de confirmar informações, como endereços dos alvos, além de considerar o período de férias, o que poderia resultar na ausência de alguns dos alvos no momento da ação.

Rodrigues também destacou que a Polícia Federal já tinha outras operações agendadas para o mesmo dia, como a nona fase da Operação Overclean, que investiga desvios de recursos de emendas parlamentares. A solicitação de Toffoli para lacrar e acautelar os bens apreendidos no STF, segundo o diretor-geral, poderia comprometer a continuidade das investigações, já que o acesso imediato dos investigadores aos equipamentos eletrônicos é crucial para evitar a perda ou manipulação de evidências.

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