Protestos no Irã levam manifestantes às ruas contra crise econômica
ICARO Media Group TITAN
Nesta semana, manifestantes tomaram as ruas em várias províncias do Irã, expressando descontentamento principalmente devido ao alto custo de vida. Os protestos alcançaram um nível crítico na quarta-feira (31), quando ocorreram confrontos com a polícia. Lojistas, comerciantes de bazares e estudantes se uniram entoando palavras de ordem contra o governo durante as manifestações.
A situação atual remete ao ano de 2022, quando uma série de protestos teve início após a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, que faleceu sob custódia policial depois de ser detida por supostamente usar o véu islâmico de forma inadequada. Desde que os Estados Unidos restabeleceram sanções em 2018, após a saída de Donald Trump do acordo nuclear internacional, a economia iraniana vem enfrentando desafios significativos, com a inflação oficial atingindo 42,5% em dezembro de 2025.
O presidente iraniano, Masou Pezeshkian, reconheceu a responsabilidade do governo diante da situação em um evento com autoridades na quinta-feira (1°). Peezhskian destacou a importância de assumir a responsabilidade, afirmando que o governo deve encontrar soluções para os problemas enfrentados pela população, sem culpar terceiros, como os Estados Unidos.
Nos confrontos que ocorreram na quarta-feira (31), a primeira morte confirmada foi a de um integrante da força paramilitar Basij, na cidade de Kuhdasht, província de Lorestan. Nas manifestações em Lordegan, província de Chaharmahal e Bakhtiari, dois manifestantes perderam a vida em confrontos na manhã de quinta-feira (1º). Mais tarde, na província de Lorestan, três pessoas faleceram e 17 ficaram feridas após manifestantes invadirem uma delegacia na cidade de Azna.
As autoridades locais prenderam dezenas de pessoas durante os protestos. O promotor de Kuhdasht informou que pelo menos 20 indivíduos foram detidos naquela região, enquanto no condado de Malard, província de Teerã, aproximadamente 30 pessoas foram presas por perturbação da ordem pública. Diante dos acontecimentos, os Estados Unidos manifestaram preocupação com as denúncias de intimidação, violência e detenções dos manifestantes, pedindo ao governo iraniano que encerre as repressões.
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