Síndico preparou emboscada para matar corretora, aponta Polícia de Goiás
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A Polícia Civil de Goiás informou, em coletiva realizada na quinta-feira (19), que encerrou a apuração sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, 43, e atribuiu o crime ao síndico Cleber Rosa de Oliveira.
De acordo com a investigação, Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025. O corpo dela foi encontrado em 28 de janeiro, em uma mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, já em estado de ossada. A polícia afirmou que a localização ocorreu após Cleber confessar e indicar o ponto onde o corpo foi deixado.
Segundo os delegados André Luiz Barbosa e João Paulo, o último vídeo gravado pela corretora foi determinante para o desfecho da investigação. No material, Cleber aparece no subsolo usando luvas, o que, para a polícia, reforça a hipótese de premeditação.
A investigação também concluiu que Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico, não participou do homicídio. " Quanto ao investigado Maicon, ficou demonstrado que ele não teve participação no crime. O vídeo demonstrou claramente que Cléber fez tudo sozinho", disse o delegado André Luiz.
Cleber Rosa de Oliveira e Maicon Douglas de Oliveira foram presos pela Polícia Civil em 28 de janeiro, no prédio ligado ao desaparecimento de Daiane. No mesmo dia, conforme a polícia, Cleber admitiu o assassinato e conduziu a equipe até o local onde o corpo havia sido abandonado.
A Polícia Civil citou ainda registros de conflitos anteriores entre Cleber e Daiane, que teriam evoluído para processos na Justiça. A motivação apontada na investigação envolve a administração de seis apartamentos da família de Daiane, que anteriormente estava sob responsabilidade do síndico e depois passou para a corretora, o que teria gerado atritos e denúncia por perseguição.
Em nota, a defesa de Cleber disse que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente inseridos na investigação, principalmente ao relatório final, e que só irá se manifestar após analisar todo o conteúdo.
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