Tropas do exército de Israel invadem o Líbano por terra, diz agência
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Nesta terça-feira (3), novas movimentações militares de Israel foram registradas na fronteira com o Líbano, em um cenário de escalada que ocorre depois do fim de um cessar-fogo que estava em vigor desde outubro de 2024, segundo informações da Reuters.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou ter autorizado a progressão de tropas para “assumir o controle de posições adicionais no Líbano”. Uma autoridade libanesa disse à Reuters que militares israelenses fizeram investidas em pontos ao longo da linha fronteiriça, enquanto testemunhas relataram que o Exército libanês deixou pelo menos sete posições avançadas.
As ações terrestres acontecem após dias de reforço de tropas e equipamentos israelenses na região. Desde sábado, Israel convocou cerca de 100 mil reservistas e enviou parte deles para o norte, ao longo da fronteira com o Líbano. O governo libanês também informou que retirou seu Exército de áreas no sul do país.
O confronto com o Hezbollah se intensificou depois que, no domingo, o grupo disparou mísseis contra o norte de Israel, rompendo a trégua mencionada. Desde então, Israel realizou bombardeios no sul do Líbano e também em Beirute, que foi alvo na segunda-feira e novamente nesta terça-feira.
De acordo com o contexto citado, forças israelenses mantêm cinco posições no sul do Líbano desde novembro de 2024, período em que Israel e o Hezbollah haviam firmado um cessar-fogo. Apesar do acordo mediado pelos Estados Unidos em novembro de 2024, Israel segue atacando alvos em território libanês, alegando violações atribuídas ao Hezbollah, que nega.
A ofensiva também foi precedida por ordens israelenses para a saída de moradores de assentamentos e vilarejos no sul do Líbano, com a orientação de permanecerem a pelo menos 1.000 metros de suas localidades. O porta-voz militar israelense, Avichay Adraee, declarou: “ As atividades do Hezbollah estão forçando as Forças de Defesa de Israel a agir com firmeza contra ele, e não temos a intenção de prejudicá-los”.
O embate Israel x Hezbollah é apresentado como um dos focos de uma guerra mais ampla no Oriente Médio, que inclui a ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irã na manhã de sábado (28). Segundo o relato, explosões atingiram Teerã e outras cidades iranianas, e os ataques mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, além de integrantes de alto escalão militar e do governo.
Ainda conforme a atualização mencionada, o Crescente Vermelho do Irã informou na segunda-feira (2) que quase 800 pessoas morreram desde o início dos ataques. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e bases militares norte-americanas no Oriente Médio, em uma sequência descrita como diária.
Os Estados Unidos disseram no domingo que seis militares do país morreram desde o começo da guerra, e o presidente dos EUA afirmou: “ Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, declarou no domingo.
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