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#AstroMiniBR: como surgiram os elementos químicos?
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#AstroMiniBR: como surgiram os elementos químicos?

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Tecmundo
09/05/2022 21h30
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Toda semana, o TecMundo e o #AstroMiniBR reúnem cinco curiosidades astronômicas relevantes e divertidas produzidas pelos colaboradores do perfil no Twitter para disseminar o conhecimento dessa ciência que é a mais antiga de todas!

#1: Como podemos captar o som de um objeto celeste?

 

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Gente, vocês podem estar vendo por aí que astrônomos "captaram" o som de um buraco negro engolindo uma estrela.

Projeto legal, mas não "captamos" nada, pq o som não se propaga no espaço. O que fizeram foi converter, artificialmente, um sinal eletromagnético em som. #AstroMiniBR pic.twitter.com/Xke2fvOP49

— Thiago S Gonçalves (@thiagosgbr) May 5, 2022

 

A resposta é simples: não podemos. Ao menos não diretamente. O som é uma onda mecânica, por isso, necessita de um meio material para se propagar. Aqui na Terra, o som se propaga através das moléculas de ar na atmosfera que transmitem a vibração para os nossos ouvidos. No espaço, isso não ocorre. Embora o vácuo do espaço não seja lá perfeitamente vazio e desprovido de matéria, a densidade de partículas não é suficiente para propagar nem mesmo o show de uma banda de rock a um metro de distância de você.

Contudo, para ter uma noção auditiva de algum fenômeno físico, os cientistas costumam realizar o que é conhecido como sonificação: a tradução de dados em elementos sonoros. Na última quarta-feira (4), a NASA anunciou ter traduzido os dados da radiação eletromagnética de um buraco negro supermassivo no centro do aglomerado de galáxias Perseu em frequências audíveis. 

Para criar essa sonificação, os astrônomos extraíram os dados em direções radiais, isto é, para fora do centro e fizeram uma leitura da esquerda para a direita, sintetizando os sinais no alcance da audição humana, escalando-os para cima em 57 e 58 oitavas acima do que seria o seu tom verdadeiro.

#2: De onde surgiram os elementos químicos?

 

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?? A maior parte dos elementos químicos que conhecemos hoje foram produzidos no interior das estrelas através da nucleossíntese estelar.

O ferro, por exemplo, pode ser produzido quando estrelas com mais de ~8 vezes a massa do Sol terminam sua vida numa supernova.#AstroMiniBR pic.twitter.com/Nl7ihg7L2S

— Thiago Flaulhabe (@TFlaulhabe) May 4, 2022

 

Chama-se nucleossíntese estelar o processo de criação dos elementos químicos no interior das estrelas, por meio de processos físicos de fusão nuclear. Desde a formação das primeiras estrelas a partir das quantidades de hidrogênio, hélio e lítio criados durante o Big Bang, os elementos químicos mais pesados tem sido feitos dentro das estrelas ou nos estágios finais da sua vida, como nas explosões de supernovas. 

Nesses eventos cataclísmicos, aparecem a maior parte dos primeiros 26 elementos químicos da tabela periódica, desde os elementos simples, como hélio e carbono, até elementos mais complexos, como manganês e ferro.  Durante a explosão, outros elementos também foram criados e, após a explosão, os produtos químicos no espaço se combinaram para formar íons e moléculas mais complexas. Então, esses elementos viajaram no espaço por milhões e milhões de anos até acabarem em planetas como a Terra, fazendo parte de tudo o que vemos ao nosso redor e a nós mesmos. Como diria Carl Sagan, “somos feitos de poeira das estrelas”.

#3: Olhe para cima!

 

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Se as previsões mais otimistas se confirmarem, poderemos ver uma tempestade de meteoros associada ao cometa 73P/SW na madrugada do dia 31/05. Na previsão pessimista, não veremos meteoros, mas nenhuma noite observando o céu é uma note perdida. [1/2]#AstroMiniBR pic.twitter.com/GoQtZj9oKx

— Projeto Céu Profundo (@CeuProfundo) May 3, 2022

 

Entre as noites de 30 a 31 de maio deste ano, podemos ter um grande evento celeste: uma possível chuva de meteoros breve, porém intensa! Isso tudo graças a um cometa que aparentemente está se fragmentando, tal qual observado no ano de 1995. Se isso realmente ocorrer, a órbita da Terra passará pelo fluxo de detritos deixados para trás pelo cometa, nos trazendo uma grande exibição das rochas espaciais! 

O cometa da qual a chuva possivelmente se originará é conhecido pela nomenclatura 73P/Schwassmann-Wachmann 3, 73P/SW ou ainda SW3. Descoberto no ano de 1930, o cometa orbita o Sol, em média, a cada 5,4 anos. Embora não seja um cometa intrinsecamente brilhante, ele estará no céu noturno em julho e agosto deste ano.

#4: A semelhança entre a superfície terrestre e a superfície marciana.

 

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A área terrestre do nosso planeta é similar a área superficial de Marte, mesmo que Marte seja bem menor.

Com relação à água, mesm emo os oceanos ocupando 71% da superfície da ??, o volume de ?? líquida é 11,4 menor do que o contido na lua Titã e 2,4 - que Europa!#AstroMiniBR pic.twitter.com/wPrFjXBL85

— Ana Carolina Posses (@astroposses) May 4, 2022

 

Quando comparamos o planeta Terra com Marte, nosso vizinho avermelhado, vemos diferenças fundamentais entre os dois planetas e poucas similaridades se apresentam entre eles, em termos de propriedades físicas. 

Seus tamanhos, distâncias relativas ao Sol, gravidades e diversas outras características são bem diferentes. Uma das semelhanças, entretanto, é o fato de que a superfície terrestre da Terra é bem próxima à de Marte, em termos de área. 

Embora Marte seja significativamente menor que a Terra, sendo apenas um pouco maior que a metade do tamanho terrestre (o diâmetro de Marte é 6.780 quilômetros e o diâmetro da Terra é 12.740 quilômetros), a superfície da Terra é coberta por cerca de 70% de água líquida. Em contraste, atualmente Marte não possui indícios de ter água líquida em sua superfície e é essencialmente coberto por rochas e poeira.

#5: As antigas espaçonaves soviéticas abandonadas

 

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Duas espaçonaves soviéticas da classe Buran e um foguete Energia-M da década de 80 armazenados (abandonados?) em hangares no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. O Buran que foi ao espaço foi destruído em 2002 quando o teto de seu hangar desabou.

© David de Rueda#AstroMiniBR pic.twitter.com/MY6gbVn029

— Mariella Patti | #LULA2022 ?? ????? | Ela/dela (@PattiMariella) April 29, 2022

 

Dois ônibus espacial Buran da período da antiga União Soviética estão abandonados em um hangar no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, acumulando poeira há quase 30 anos. Esses ônibus espaciais foram a resposta da ex-URSS ao ônibus espacial estadunidense da NASA, ambos projetados para expandir a Guerra Fria ao espaço na corrida aeroespacial. 

Entretanto, depois de um único voo, o Buran foi desativado. A semelhança entre as espaçonaves não são coincidência: os soviéticos precisavam de um veículo de dimensões semelhantes porque precisavam igualar a capacidade de carga do ônibus espacial, o que tornou o projeto extremamente similar ao da NASA.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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