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Colocar celular no arroz salva mesmo? Especialista explica o truque caseiro
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Colocar celular no arroz salva mesmo? Especialista explica o truque caseiro

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Anamaria
17/06/2026 12h30
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Quando o celular cai na água, a primeira reação de muita gente ainda é colocar o aparelho em um pote de arroz. Mas, segundo a empresária e especialista em tecnologia mobile Michelle Menhem, essa solução popular não resolve o problema interno e pode até piorar a situação.

O mito do celular no arroz esconde um risco: o alimento absorve parte da umidade externa, mas não retira a água que entrou nos componentes. Além disso, partículas podem ficar presas nas conexões. “O ideal é desligar imediatamente o celular, não tentar carregá-lo e procurar uma assistência técnica especializada o mais rápido possível para realizar a limpeza adequada”, orienta Michelle.

Celular caiu na água: o que fazer para salvar o aparelho?

Quando o celular cair na água, o melhor caminho é agir rápido e evitar qualquer tentativa que leve energia ao aparelho. A pressa para testar se ele “ainda liga” pode aumentar o dano, se houver água nos circuitos.

A orientação é simples:

  • Desligue imediatamente: isso reduz o risco de curto e evita que o sistema force componentes úmidos.
  • Não coloque para carregar: a energia elétrica pode agravar a falha interna.
  • Evite o truque do celular no arroz: ele não limpa conectores e ainda pode deixar resíduos.
  • Procure assistência técnica: a limpeza adequada remove umidade, sujeira e oxidação.

Como proteger a bateria do celular no dia a dia?

A bateria do celular é outro tema que gera muitas dúvidas. Segundo a especialista, carregar o aparelho durante a noite não o danifica imediatamente, pois os modelos mais modernos têm a capacidade de reduzir ou interromper a carga ao atingir 100%. No entanto, esse hábito pode levar a um desgaste gradual. Além disso, é importante ter cuidado com carregadores paralelos: aqueles que não possuem certificação podem superaquecer e danificar componentes internos.

Para prolongar a vida útil da bateria, é recomendado evitar extremos. De acordo com Michelle, as baterias de íons de lítio funcionam de forma mais eficiente quando mantidas entre 20% e 80% de carga. Portanto, deixar o celular frequentemente chegar a 0% não contribui para aumentar sua durabilidade; na verdade, pode acelerar o desgaste.

O calor é um fator importante a considerar. Expor o smartphone a altas temperaturas, utilizar capas muito grossas durante jogos ou gravações prolongadas, e carregar o aparelho em ambientes abafados, pode impactar negativamente a bateria. Se o celular esquenta demais durante a recarga, vale buscar avaliação técnica.

Para economizar carga em momentos pontuais, o modo avião ajuda. Ele desativa conexões como rede móvel, Wi-Fi e Bluetooth, reduzindo o consumo com sinal fraco.

Quais hábitos prejudicam o smartphone sem você perceber

Nem todo truque viral ajuda. Fechar todos os aplicativos o tempo todo, por exemplo, quase nunca melhora o desempenho. Android e iOS já gerenciam apps em segundo plano. Em muitos casos, abrir tudo de novo pode gastar mais bateria. O ideal é encerrar apenas aplicativos travados.

Também vale desconfiar de aplicativos que prometem “limpar memória”. Na maioria das situações, eles consomem recursos e não entregam ganho real. Reiniciar o aparelho de tempos em tempos, por outro lado, pode liberar memória e corrigir pequenos erros.

Banheiro e cozinha não são bons lugares para usar ou guardar o celular, porque vapor, umidade e gordura afetam componentes internos.

Dicas práticas para a sua rotina:

Segundo Michelle, muitas pessoas só procuram ajuda quando a falha já avançou. A manutenção preventiva evita custos maiores e ajuda o smartphone a funcionar melhor por mais tempo.

Resumo: Celular molhado exige desligamento imediato, distância do carregador e avaliação técnica. Arroz não remove a umidade interna e ainda pode deixar resíduos nas conexões. Bateria, calor excessivo e acessórios sem certificação também afetam a vida útil do smartphone. Cuidados preventivos ajudam a evitar reparos caros e perda definitiva do aparelho.

Leia a matéria original aqui.

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