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Cientista de Harvard critica missão para interceptar objeto 3I/ATLAS
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Cientista de Harvard critica missão para interceptar objeto 3I/ATLAS

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Aventuras Na História
01/03/2026 14h00
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https://timnews.com.br/system/images/photos/16693613/original/open-uri20260301-117-1mvx0ww?1772386760
© Divulgação/Observatório Lowell
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O astrofísico de Harvard Avi Loeb criticou publicamente a proposta de enviar uma sonda para interceptar o objeto interestelar 3I/ATLAS. O projeto, defendido por cientistas como Marshall Eubanks, sugere uma perseguição espacial de décadas para alcançar o visitante intergaláctico, detectado originalmente em julho de 2025.

Para Loeb, o plano é estrategicamente equivocado e financeiramente arriscado. O cientista argumenta que os recursos da exploração espacial seriam mais bem aplicados na identificação de novos objetos próximos à Terra.

Em entrevista ao The Post, ele comparou a obsessão pelo ATLAS a um “compromisso de longo prazo” precipitado, sugerindo que o foco deve estar na tecnologia de detecção e não em uma única rocha que já está de saída do sistema solar.

Manobra de alto risco e prazos longos

De acordo com informações da revista New York Post, a proposta de interceptação baseia-se no efeito Oberth, técnica que utiliza o campo gravitacional do Sol para impulsionar a velocidade da nave.

Contudo, essa manobra exigiria que a sonda voasse em uma proximidade perigosa da estrela, demandando escudos térmicos sem precedentes. Além disso, o cronograma da missão prevê um lançamento apenas em 2035, com a chegada ao alvo estimada para o ano de 2085.

Consequentemente, Loeb aponta que a maioria da geração atual não estaria viva para ver os resultados. Ele ressalta que, com a entrada em operação de instrumentos como o Observatório Vera C. Rubin, a humanidade deve detectar milhões de outros objetos interestelares nos próximos anos.

Portanto, o astrofísico defende ser preferível aguardar uma amostra tecnológica mais relevante do que investir em uma perseguição incerta e tardia ao ATLAS.

O pesquisador ainda enfatiza que o ATLAS passará por Júpiter já em março, tornando qualquer hesitação fatal para o projeto. Para Loeb, a prioridade deve ser o aprimoramento de tecnologias de propulsão imediata, permitindo interceptações ágeis de futuros objetos anômalos.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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