Cientista de Harvard critica missão para interceptar objeto 3I/ATLAS
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O astrofísico de Harvard Avi Loeb criticou publicamente a proposta de enviar uma sonda para interceptar o objeto interestelar 3I/ATLAS. O projeto, defendido por cientistas como Marshall Eubanks, sugere uma perseguição espacial de décadas para alcançar o visitante intergaláctico, detectado originalmente em julho de 2025.
Para Loeb, o plano é estrategicamente equivocado e financeiramente arriscado. O cientista argumenta que os recursos da exploração espacial seriam mais bem aplicados na identificação de novos objetos próximos à Terra.
Em entrevista ao The Post, ele comparou a obsessão pelo ATLAS a um “compromisso de longo prazo” precipitado, sugerindo que o foco deve estar na tecnologia de detecção e não em uma única rocha que já está de saída do sistema solar.
Manobra de alto risco e prazos longos
De acordo com informações da revista New York Post, a proposta de interceptação baseia-se no efeito Oberth, técnica que utiliza o campo gravitacional do Sol para impulsionar a velocidade da nave.
Contudo, essa manobra exigiria que a sonda voasse em uma proximidade perigosa da estrela, demandando escudos térmicos sem precedentes. Além disso, o cronograma da missão prevê um lançamento apenas em 2035, com a chegada ao alvo estimada para o ano de 2085.
Consequentemente, Loeb aponta que a maioria da geração atual não estaria viva para ver os resultados. Ele ressalta que, com a entrada em operação de instrumentos como o Observatório Vera C. Rubin, a humanidade deve detectar milhões de outros objetos interestelares nos próximos anos.
Portanto, o astrofísico defende ser preferível aguardar uma amostra tecnológica mais relevante do que investir em uma perseguição incerta e tardia ao ATLAS.
O pesquisador ainda enfatiza que o ATLAS passará por Júpiter já em março, tornando qualquer hesitação fatal para o projeto. Para Loeb, a prioridade deve ser o aprimoramento de tecnologias de propulsão imediata, permitindo interceptações ágeis de futuros objetos anômalos.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli

