Conheça os alertas e previsões de Stephen Hawking para o futuro

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Muito mais que um físico teórico, Stephen Hawking se tornou uma celebridade pela forma como popularizou as discussões sobre suas teorias e a cosmologia em geral. Em sua área acadêmica, em 1974, além do mais, descobriu que os buracos negros emitem radiação térmica por conta dos efeitos quânticos.
Hawking, sem dúvida alguma, foi o primeiro cientista desde a época de Einstein que se tornou incrivelmente famoso. Principalmente por conta de seus livros best-sellers, como 'Uma Breve História do Tempo' ou 'Universo Numa Casca de Noz', mas também pelo filme biográfico de sua vida: 'A Teoria de Tudo' (2014).
Falecido em 2018, aos 76 anos, Stephen Hawking também deixou uma série de reflexões e previsões sobre o futuro — cada vez menos distante da realidade. Mas o que ele disse sobre o que está por vir?
Colonização ou extinção
Talvez uma das questões mais debatidas sobre o futuro da humanidade é se ela continuará aqui, habitando a Terra, ou se um colapso do nosso planeta no fará mudar para outro lugar da galáxia. Marte? Lua? Quem sabe?
Apesar da resposta, hoje, ser incerta, Stephen Hanking estava preocupado sobre o futuro da nossa vida na Terra. Por anos, o físico pediu para os humanos iniciarem o processo de colonização permanente em outros planetas — visto que tratar a Terra como nossa única opção seria flertar com a extinção humana.
O principal ponto levantado pelo britânico é simples de entender: se a vida na Terra for alvo de uma catástrofe de nível de extinção — o que pode acontecer mais cedo ou mais tarde —, não teríamos outra opção para seguir em frente.
Pense bem: esse evento poderia ser um asteroide atingindo nosso planeta, como já ocorreu na época dos dinossauros; a mudança climática (em processo), um vírus geneticamente modificado, uma guerra nuclear. Isso sem citar o potencial destrutivo do uso da inteligência artificial.

Embora a chance de um desastre no planeta Terra em um determinado ano possa ser muito baixa, ela aumenta com o tempo e se torna quase certa nos próximos mil ou 10.000 anos", disse à BBC em 2016.
Até lá, porém, o físico teórico acredita que os humanos já tenham se assegurado em colônias fora da Terra, mas salientou: "Se não estabeleceremos colônias autossustentáveis no espaço por pelo menos os próximos cem anos, então temos que ser muito cuidadosos neste período."
A inteligência artificial é o fim
Se hoje usamos a inteligência artificial para coisas banais, como transformar uma foto como se fosse um desenho famoso ou até mesmo para ajudar com uma receita simples. Isso pode ser apenas um passo que contribuirá com nosso fim. Ainda à BBC, dessa vez em 2014, o físico alertou:
O desenvolvimento da inteligência artificial completa poderia significar o fim da raça humana".

Até aquele momento, vale ressaltar, ele concordou que as IA's eram úteis para a humanidade, como a tecnologia que ele usava para se comunicar. Mas o que aconteceria se a inteligência das máquinas evoluísse a ponto de igualar ou superar os seres humanos?
Ponto de inflexão (Aquecimento global)
O aquecimento global hoje já é um assunto mais debatido que gera imensa preocupação. Stephen Hawking, há anos, já ligava um alerta sobre o assunto, principalmente para o que ele chamava de ponto de inflexão — ou seja, quando o aquecimento global chegar a um ponto em que se tornaria irreversível.

Durante o primeiro mandato de Trump (2017–2021), o britânico criticou os Estados Unidos por se retirar do Acordo de Paris. "Estamos perto do ponto crítico em que o aquecimento global se torna irreversível. A ação de Trump pode levar a Terra ao limite, para se tornar como Vênus, com uma temperatura de 250 graus e chovendo ácido sulfúrico".
Extraterrestres amigos?
Um debate que cerca filmes, livros e diversas outras obras de ficção é o que aconteceria se seres de outro planeta desembarcassem na Terra? Eles seriam nossos amigos e nos ajudariam e desenvolver a vida por aqui ou seriam invasores prontos para nos exterminar? Hawking acreditava na segunda opção.
Se alienígenas nos visitarem, o resultado será muito parecido com o que ocorreu quando Colombo desembarcou na América, o que não foi bom para os nativos americanos", disse ao Discovery Channel, em 2010.
"Só precisamos olhar para nós mesmos para ver como a vida inteligente pode se desenvolver em algo que não gostaríamos de conhecer."


