Home
Tecnologia
De onde vem o vira-lata caramelo? Estudo revela sua herança genética
Tecnologia

De onde vem o vira-lata caramelo? Estudo revela sua herança genética

publisherLogo
Bons Fluidos
27/07/2026 15h00
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/51005/original/Bons_Fluidos.png?1764195908
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

Símbolo da internet brasileira, estrela de memes e um dos cães mais queridos do país, o vira-lata caramelo conquistou um lugar especial no coração dos brasileiros. Mas, por trás da pelagem dourada que se tornou sua marca registrada, existe uma curiosidade que intrigava muita gente: afinal, qual é a origem genética desses animais?

Para responder a essa pergunta, pesquisadores de um laboratório de genética animal da Universidade de São Paulo (USP) analisaram o DNA de três vira-latas caramelos de diferentes regiões do Brasil. O objetivo era entender se cães com aparência semelhante compartilham a mesma ancestralidade ou se a cor característica pode surgir a partir de combinações genéticas bastante diferentes.

Uma investigação que começou com um cotonete

Os protagonistas da pesquisa foram Jenny, de São Paulo; Valente, do Rio de Janeiro; e Frevo, de Recife. A coleta do material genético foi simples: um cotonete foi passado na gengiva de cada cachorro para obter amostras de DNA.

Depois, os pesquisadores compararam esse material com milhares de marcadores genéticos capazes de identificar a participação de diferentes raças na composição de cada animal.

Cada caramelo tem uma história única

Os exames revelaram que Valente reúne traços de raças bastante variadas, entre elas boxer, pastor americano miniatura, pastor branco suíço, galgo espanhol, presa canário, bulldog campeiro e até chihuahua. Ainda assim, cerca de 75% de sua composição genética corresponde a dezenas de outras raças, sem predominância marcante de nenhuma delas.

Frevo apresentou uma diversidade ainda maior. Seu DNA indicou influências de fila brasileiro, pastor da Mantiqueira, doberman, parson russell terrier, pumi, spino degli Iblei e beauceron, além de dezenas de outras linhagens.

Já Jenny trouxe uma surpresa aos pesquisadores. Embora também seja fruto de uma mistura genética, uma raça apareceu com destaque em sua composição: o Yorkshire terrier. Segundo a geneticista responsável pela análise, a porcentagem encontrada sugere que um dos avós da cadela provavelmente era um exemplar puro da raça.

O caramelo não é uma raça

A pesquisa reforça uma informação importante: o vira-lata caramelo não corresponde a uma raça específica. Em entrevista ao Fantástico, a geneticista Fabiana, responsável pela análise, a coloração caramelo pode surgir por diferentes mecanismos genéticos. Isso ajuda a explicar por que essa tonalidade é tão frequente entre cães sem raça definida. 

De acordo com ela, aproximadamente 40% dos vira-latas apresentam essa cor de pelagem, tornando-a a mais comum neste grupo. Na prática, isso significa que o famoso caramelo resulta-se de inúmeras combinações genéticas acumuladas ao longo de gerações, e não de uma única linhagem.

Muito além da aparência

Outro resultado interessante foi perceber que não existe um “DNA do caramelo”. Embora os três cães compartilhassem uma aparência semelhante, suas composições genéticas eram bastante diferentes, refletindo histórias familiares e cruzamentos distintos. Para especialistas, essa diversidade talvez seja justamente o que torna esses animais tão representativos do Brasil.

Além disso, a genética conta apenas parte da história. O comportamento também tem influência pelo ambiente em que o animal vive, pelas experiências que acumula ao longo da vida e pela forma como se relaciona com as pessoas. Assim, dois caramelos podem ser muito parecidos por fora, mas apresentar personalidades completamente diferentes.

Leia também: Do Brasil ou do México? Entenda a origem do vira-lata caramelo”

icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também