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Guaxinins conseguem resolver enigmas por diversão, diz estudo
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Guaxinins conseguem resolver enigmas por diversão, diz estudo

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Bons Fluidos
12/03/2026 09h15
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Conhecidos por revirar lixeiras, abrir recipientes aparentemente bem fechados e encontrar comida nos lugares mais improváveis, os guaxinins já ganharam fama de animais extremamente espertos. Agora, uma nova pesquisa sugere que a inteligência desses mamíferos pode ir além da simples busca por alimento.

Um estudo realizado por cientistas da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), no Canadá, indica que os guaxinins podem resolver desafios e quebra-cabeças apenas por curiosidade – mesmo quando não existe recompensa no final. A pesquisa foi publicada na revista científica Animal Behaviour.

Um teste para medir a curiosidade

Para investigar o comportamento desses animais, as pesquisadoras Hannah Griebling e Sarah Benson-Amram criaram um experimento com guaxinins de um centro de pesquisa no Colorado, nos Estados Unidos.

Os animais receberam uma espécie de “caixa de quebra-cabeça”, equipada com diferentes mecanismos que permitiam abrir o objeto. Entre eles estavam travas, portas deslizantes e botões que exigiam diferentes tipos de manipulação. Dentro da caixa, havia apenas uma recompensa: um marshmallow.

No total, o dispositivo possuía nove possíveis caminhos de abertura, divididos em três níveis de dificuldade: fácil, médio e difícil. Cada sessão durava cerca de 20 minutos, período em que os guaxinins podiam explorar livremente o objeto.

Explorando além da recompensa

O que mais surpreendeu os pesquisadores foi o comportamento dos animais depois de conseguirem o prêmio. Mesmo após encontrar e comer o marshmallow, muitos guaxinins continuaram manipulando a caixa e tentando abrir outros mecanismos. Ou seja, eles seguiam explorando o desafio mesmo sabendo que não havia mais comida dentro.

“Não esperávamos que eles abrissem as três soluções em uma única tentativa”, disse Griebling em comunicado. “Eles continuaram resolvendo problemas mesmo quando não havia marshmallow no final”. Para os cientistas, esse comportamento indica que os animais estavam motivados não apenas pela comida, mas também pelo interesse em descobrir novas possibilidades.

Curiosidade que ajuda na sobrevivência

Os pesquisadores classificam esse tipo de atitude como “busca por informação”. Na prática, significa que o animal explora o ambiente para aprender mais sobre ele, adquirindo conhecimentos que podem ser úteis no futuro. Durante os testes, os guaxinins também mostraram capacidade de adaptar suas estratégias de acordo com o grau de dificuldade da tarefa.

Quando o desafio era simples, eles testavam diferentes formas de abrir a caixa, variando as tentativas e experimentando novas soluções. Já nos mecanismos mais complexos, tendiam a repetir métodos que já haviam funcionado antes.

Inteligência que explica adaptação às cidades

Essa combinação de curiosidade, aprendizagem rápida e habilidade manual pode ajudar a explicar por que os guaxinins se adaptam tão bem a ambientes urbanos. Com patas dianteiras bastante habilidosas, eles conseguem manipular objetos, abrir recipientes e explorar novas fontes de alimento – como lixeiras ou embalagens descartadas por humanos. Embora o estudo tenha sido realizado com animais em cativeiro, pesquisas anteriores mostram que guaxinins selvagens também demonstram grande capacidade de resolver problemas.

O que essa descoberta revela

Para os cientistas, compreender como os guaxinins pensam e aprendem pode ajudar a melhorar estratégias de convivência entre humanos e animais silvestres que vivem próximos às cidades. 

“Compreender as características cognitivas que ajudam os guaxinins a prosperar pode orientar a gestão de espécies que enfrentam dificuldades e fornecer informações sobre estratégias para outras espécies, como os ursos, que usam a resolução de problemas para acessar recursos criados pelo homem”, disse Griebling.

No fim das contas, a pesquisa reforça algo que quem já observou um guaxinim suspeitava: por trás da aparência curiosa e das mãos habilidosas, existe uma mente extremamente investigativa – que parece gostar de desafios tanto quanto de comida.

Leia também: Ter animais de estimação ajuda a retardar declínio cognitivo”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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