Mpox: Quais as principais dúvidas buscadas no Google?
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O Brasil assumiu, na última semana, o posto de país com o maior interesse global de buscas por informações sobre a mpox. De acordo com dados do Google Trends, o volume de pesquisas sobre a doença superou o de enfermidades historicamente comuns no cotidiano brasileiro, sendo três vezes maior do que a procura por “gripe” e cinco vezes superior ao interesse por “dengue”. Esse fenômeno reflete uma preocupação crescente da população em março de 2026, impulsionada pela divulgação de novos casos e pelo nível máximo de alerta mantido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mpox: dúvidas no Google
Para o infectologista Juvêncio Furtado, do Hospital Heliópolis, em entrevista à Folha de SP, esse movimento digital é um reflexo direto da busca por segurança diante do desconhecido. “O aumento na procura por informação se explica pela divulgação recente dos casos e pela preocupação com uma condição ainda pouco familiar para a maioria das pessoas”, explica o médico. Entre as dúvidas mais comuns dos brasileiros estão as formas de transmissão, a existência de cura e a gravidade da doença, que teve seu maior pico de transmissão no país em 2022, com cerca de 10 mil casos registrados.
Pergunta-se muito se tem cura. Especialistas afirmam que, na maioria dos casos, a evolução é de cura espontânea. No entanto, há vacinas, ainda em quantidade limitada, com eficácia em torno de 80%. Atualmente, o imunizante está disponível aos grupos de maior risco. São eles: profissionais de saúde, profissionais do sexo, pessoas vivendo com HIV e trabalhadores de laboratório que manipulam o vírus.
A pergunta sobre transmissão também é recorrente. Ocorre principalmente pelo contato próximo entre pessoas, seja pele a pele, por secreções respiratórias ou relações sexuais. Objetos contaminados, como roupas e lençóis, também podem ser veículos do vírus.
