Home
Tecnologia
Criminosos usam ChatGPT para aplicar golpes por meio de páginas comuns na internet
Tecnologia

Criminosos usam ChatGPT para aplicar golpes por meio de páginas comuns na internet

publisherLogo
Tecmundo
29/05/2026 21h30
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/50659/original/Tecmundo.png?1764195704
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

Uma técnica de ataque, que não usa apenas injeção de prompt, consegue transformar o ChatGPT em uma superfície de phishing. Batizado de ChatGPhish, o método explora a forma como o assistente processa e exibe o conteúdo de páginas da internet durante a função de resumo. A descoberta é de pesquisadores da empresa de segurança Permiso Security.

O ataque funciona de forma simples. Quando um usuário pede ao ChatGPT para resumir uma página da internet, o assistente lê o conteúdo dessa página e gera uma resposta. O problema é que um invasor pode esconder instruções maliciosas dentro do texto dessa página e o ChatGPT vai seguir essas instruções sem questionar.

Página normal pode virar armadilha

Não é preciso que a página pareça suspeita para que o ataque funcione. Pode ser um artigo de blog, uma documentação técnica, um repositório no GitHub ou até mesmo um site de marketing comum. O usuário visita a página normalmente, pede ao ChatGPT para resumi-la e, sem saber, acaba ativando o ataque.

Isso porque o conteúdo escondido na página consegue ditar como o ChatGPT vai formatar a resposta. Os pesquisadores testaram um payload, basicamente um bloco de instruções ocultas no HTML da página, que ordenava ao assistente a incluir um alerta falso de segurança junto com o resumo legítimo.

O resultado foi que o ChatGPT gerou o resumo normalmente e, em seguida, adicionou uma mensagem dizendo que um novo dispositivo havia sido adicionado à conta do usuário, com um link clicável levando para um site controlado pelo atacante. Tudo apresentado dentro da interface do próprio ChatGPT, com a formatação e o visual do assistente.

O problema está na confiança que o ChatGPT dá ao conteúdo externo

Essas informações funcionam como um rastreador silencioso. O atacante consegue saber que uma vítima específica acessou uma página específica por meio do ChatGPT, sem que ela perceba nada.

Código QR como vetor de ataque no celular

Quando o usuário escaneia esse código com o celular, é redirecionado para um site malicioso. Isso é especialmente perigoso porque os mecanismos de defesa do computador, como a visualização do link ao passar o mouse ou filtros corporativos de URL, não conseguem inspecionar o destino de um código QR antes do escaneamento. O ataque pula do computador para o celular do usuário, onde as proteções costumam ser menores.

Por que isso é diferente de um phishing comum por e-mail

Ataques de phishing tradicionais dependem de o usuário receber e abrir algo suspeito, seja um e-mail, um anexo ou uma mensagem maliciosa. Isso cria pontos de bloqueio, como filtros de spam, treinamentos de segurança e a desconfiança natural com mensagens não solicitadas, que ajudam a barrar esses ataques.

O ChatGPhish muda esse fluxo, uma vez que o usuário não precisa receber nada. Ele apenas visita uma página durante a navegação normal e pede ao ChatGPT para ajudá-lo com uma tarefa cotidiana. O ataque acontece dentro de um fluxo de trabalho legítimo, em uma interface confiável.

A Permiso Security destaca que, à medida que mais pessoas usam o ChatGPT para pesquisa e resumo de conteúdo, qualquer página maliciosa que um funcionário peça ao assistente para processar pode conter instruções que transformam o ChatGPT em superfície de phishing.

O que os pesquisadores recomendam

O problema identificado não é exclusivo do Firefox, navegador usado nos testes. O browser apenas repassa o conteúdo da página para o ChatGPT. A questão central está na forma como o assistente trata esse conteúdo externo como confiável e o exibe sem separação visual clara entre o que ele gerou e o que veio da página.

icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também