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Menopausa e saúde bucal: queda hormonal pode afetar os dentes, sabia?
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Menopausa e saúde bucal: queda hormonal pode afetar os dentes, sabia?

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Anamaria
26/05/2026 20h36
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Depois dos quarenta não só a preocupação com a menopausa é causa de ida a consultórios. Para o Dr. Anderson Bernal, cirurgião-dentista, muitos outros problemas se apresentam à cadeira com o avanço da idade. Boca seca persistente, sangramento gengival e alteração do paladar são queixas frequentes em clínicas odontológicas a partir da quarta década.

“A redução dos níveis de estrogênio impacta a produção salivar e a densidade óssea, incluindo a do osso alveolar. A paciente costuma atribuir o quadro à idade, quando há, na realidade, um componente endócrino atuando diretamente sobre os tecidos bucais”, afirma o dentista. “Esses sintomas nem sempre se explicam por hábitos de higiene. Em muitos casos, refletem alterações hormonais próprias do climatério”, completa.

A saliva exerce papel central no controle do pH e no tamponamento ácido. Sua redução favorece o crescimento de microbiota cariogênica. Já a perda óssea progressiva pode comprometer o suporte dental e exigir reavaliação de planejamentos reabilitadores.

Para a Dra. Isabel Martinez, médica à frente do projeto CLIMEX®️ — iniciativa dedicada à saúde da mulher na menopausa —, a junção entre as duas áreas é parte da medicina integrativa que cuida da paciente feminina e promove então, maior expectativa de vida.

“O climatério é uma transição sistêmica, não um evento isolado. A cavidade oral acompanha o terreno biológico pós-estrogênico, assim como pele, cabelo, osso e mucosas. A avaliação conjunta entre ginecologia e odontologia tem fundamento clínico e ganha relevância na rotina assistencial dessa fase”, observa a doutora.

Ainda, é preciso observar outros sinais de complicações bucais com a chegada da maturidade. “A xerostomia, que é a sensação de boca seca persistente, com piora noturna; uma gengiva mais reativa, que sangra ou tem muita sensibilidade; mucosa oral mais frágil; alteração de paladar sem motivo aparente e mobilidade dental. Todos esses sinais acendem alertas sobre a saúde em geral e devem ter acompanhamento de um profissional capacitado”, indica Bernal.

Segundo o dentista, reabilitações orais e procedimentos estéticos só devem ser realizados após avaliação ampliada nessa fase. “Antes de qualquer intervenção, é prudente avaliar o status hormonal e ósseo da paciente em conjunto com a equipe médica. Estabilidade tecidual depende de terreno biológico estável”.

A Dra. Isabel Martinez reforça o ponto a partir da perspectiva de seu know-how no tratamento da menopausa: “Quando reconhecemos a boca como parte do mapa pós-estrogênico, mudamos a forma de cuidar. A saúde bucal deixa de ser uma questão isolada e passa a integrar a estratégia de longevidade da mulher”, finaliza.

Leia a matéria original aqui.

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