O barato sai caro: veja os riscos de comprar remédios falsificados
Anamaria

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), um em cada dez medicamentos vendidos em países de baixa e média renda é falsificado ou de baixa qualidade. No Brasil, esse mercado ilegal segue ativo e representa um risco real para a saúde pública.
Além de não tratar a doença corretamente, o uso de medicamentos falsificados pode provocar efeitos adversos, agravar quadros clínicos e gerar prejuízo financeiro duplo: o gasto com um produto ineficaz e, depois, com tratamentos mais complexos para corrigir os danos.
Onde mora o problema
Medicamentos falsificados são aqueles que imitam marcas conhecidas, mas não contêm o princípio ativo correto – ou sequer o possuem. Já os de baixa qualidade podem até ter algum ingrediente válido, mas em quantidade insuficiente ou com composição inadequada.
Identifique sinais de falsificação
O Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com entidades do setor farmacêutico, lançou uma cartilha de conscientização alertando para sinais comuns de fraude. Entre os principais indícios estão:
– Código de lote ilegível ou apagado
– Data de validade raspada ou mal impressa
– Erros de ortografia na embalagem
– Falta de lacres ou selos de segurança
– Diferença de cor, textura ou formato em relação ao produto habitual
Peso no bolso
O problema também pesa no bolso. Quando o medicamento não funciona, o tratamento se prolonga, novas consultas são necessárias e, em alguns casos, há necessidade de internação. Ou seja, o que parecia economia vira um gasto ainda maior.
Além disso, o consumo de produtos falsificados alimenta redes criminosas que atuam fora do controle sanitário e fiscal, enfraquecendo o sistema de saúde como um todo.
Como se proteger no dia a dia
Alguns cuidados simples ajudam a reduzir os riscos:
– Compre medicamentos apenas em farmácias e drogarias regularizadas
– Desconfie de preços muito abaixo do praticado no mercado
– Confira sempre lote, validade e integridade da embalagem
– Evite compras por redes sociais, marketplaces informais ou sites sem identificação clara
– Em caso de dúvida, consulte um farmacêutico ou procure a Anvisa
Economize com genérico
Os medicamentos genéricos são uma alternativa segura para quem precisa reduzir gastos sem comprometer o tratamento. Eles contêm o mesmo princípio ativo, na mesma dose e com a mesma eficácia dos medicamentos de marca, passando por testes rigorosos de qualidade e bioequivalência exigidos pela Anvisa. A principal diferença está no preço. Como não envolvem custos com publicidade ou marca, os genéricos podem custar até 35% menos, o que faz diferença principalmente em tratamentos contínuos ou de longo prazo.
Para identificar um medicamento genérico, fique atento a alguns pontos simples:
– A embalagem traz a letra G em destaque;
– Aparece a frase “Medicamento Genérico – Lei nº 9.787/99”;
– O nome do princípio ativo vem em evidência, não o nome comercial.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1504, de 16 de janeiro de 2025). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
