O que é síndrome do lobisomen? Portador conta detalhes de sua rotina
Anamaria

A história do jovem indiano Lalit Patidar, de 19 anos, chamou a atenção do mundo por causa de uma condição extremamente rara conhecida como síndrome do lobisomem. O distúrbio provoca crescimento excessivo de pelos no corpo e no rosto e, no caso dele, cobre mais de 95% da face.
Natural do estado de Madhya Pradesh, na Índia, Lalit convive com a hipertricose desde o nascimento. Apesar das dificuldades, ele afirma que aprendeu a aceitar a própria aparência. Hoje, inclusive, usa as redes sociais para compartilhar sua rotina e incentivar outras pessoas a valorizarem suas diferenças.
Além disso, a visibilidade trouxe reconhecimento internacional. Em 2024, ele participou de medições oficiais feitas pelo Guinness World Records e recebeu o título de homem com maior densidade de pelos no rosto. A medição apontou cerca de 201,72 fios por centímetro quadrado.
Síndrome do lobisomem: condição rara e pouco conhecida
A chamada síndrome do lobisomem é o nome popular da hipertricose, uma condição genética extremamente rara. Ela provoca crescimento anormal de pelos em regiões do corpo onde normalmente não aparecem ou surgem em quantidade muito maior.
De acordo com especialistas, existem pouquíssimos casos documentados ao longo da história. Por isso, muitas pessoas ainda desconhecem a condição. Quem convive com a hipertricose costuma enfrentar curiosidade excessiva e, em alguns casos, preconceito.
No caso de Lalit, os pelos do rosto são tão grossos quanto os do couro cabeludo. Por esse motivo, ele precisa aparar os fios regularmente. Entretanto, em vez de usar lâminas, prefere cortar com tesoura para evitar irritações na pele.
Além do aspecto estético, a condição também pode trazer pequenos desafios. Segundo ele, os pelos às vezes dificultam tarefas simples do cotidiano. Por exemplo, podem interferir na alimentação ou até atrapalhar um pouco a visão e a audição em determinadas situações.
Aceitação, redes sociais e novas oportunidades
Embora enfrente obstáculos, Lalit afirma que hoje encara a síndrome do lobisomem como parte essencial de quem ele é. No entanto, chegar a esse nível de aceitação levou tempo.
Durante a infância, ele sofreu episódios de preconceito na escola. Com o passar dos anos, porém, construiu amizades e ganhou confiança com o apoio da família. Assim, passou a enxergar sua aparência de outra forma.
Atualmente, Lalit compartilha vídeos nas redes sociais mostrando momentos do dia a dia, viagens e cuidados pessoais. Ele já reúne centenas de milhares de seguidores interessados em acompanhar sua rotina com a hipertricose.
Segundo o jovem, a internet também ajudou a aumentar a compreensão das pessoas sobre a condição. “Antes, muitos reagiam com medo ou faziam piadas. Agora, com mais informação, as pessoas entendem e respeitam mais”, afirmou em entrevista ao jornal The Sun.
Apesar de já ter pensado em realizar procedimentos para reduzir os pelos, ele reconhece que existem poucas opções disponíveis. Ainda assim, prefere focar em uma mensagem positiva: para ele, ser diferente também significa ser único.
Resumo: Lalit Patidar, jovem indiano de 19 anos, vive com síndrome do lobisomem, condição rara chamada hipertricose que provoca crescimento excessivo de pelos. Apesar dos desafios, ele transformou a própria história em símbolo de aceitação nas redes sociais. Hoje, usa sua visibilidade para compartilhar a rotina e incentivar o respeito às diferenças.
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