Home
Estilo de Vida
40% da população brasileira possui gordura no fígado; entenda os sintomas
Estilo de Vida

40% da população brasileira possui gordura no fígado; entenda os sintomas

publisherLogo
Bons Fluidos
06/02/2026 02h00
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/51005/original/Bons_Fluidos.png?1764195908
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, é uma condição cada vez mais comum – e, justamente por isso, merece atenção. O problema é que, na maioria das vezes, ela se instala devagar, sem causar sintomas claros, o que faz com que muitas pessoas convivam com a doença sem saber.

“O fígado é um órgão bem silencioso e raramente dói”, afirma o hepatologista Rodrigo Rêgo Barros, em entrevista ao Metrópoles. Esse caráter discreto torna o diagnóstico um desafio, especialmente nas fases iniciais. Muitas vezes, a condição só aparece em exames de rotina, como ultrassonografia ou alterações em exames de sangue.

Um problema frequente – e ainda pouco conhecido

Estima-se que três em cada dez pessoas tenham algum grau de gordura no fígado. Ainda assim, pesquisas mostram que boa parte da população desconhece o tema e não sabe quais exames detectam a doença.

“O dado mais alarmante é que 41% dos entrevistados desconhecem termos como esteatose hepática, fibrose e mesmo cirrose. E isso é preocupante se pensarmos que essa já é a doença mais comum do fígado mundialmente”, comenta a hepatologista Claudia Oliveira, professora da Faculdade de Medicina da USP. Além de afetar o fígado, a esteatose pode se relacionar com outras condições metabólicas, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Quem está no grupo de risco?

Embora qualquer pessoa possa desenvolver gordura no fígado, o risco é maior em quem apresenta: sobrepeso ou obesidade; diabetes ou pré-diabetes; hipertensão; colesterol e triglicerídeos elevados; sedentarismo; alimentação rica em açúcar e gordura saturada. Calcula-se que até 80% das pessoas acima do peso tenham algum grau de acúmulo de gordura no órgão.

Quais sintomas podem aparecer?

Na fase inicial, é comum não sentir nada. Mas, quando o quadro avança, alguns sinais podem surgir e merecem investigação médica. Sintomas mais comuns incluem: cansaço persistente; desconforto leve no lado direito do abdômen; náuseas ou enjoo após refeições; sensação de estômago pesado; dificuldade em digerir alimentos gordurosos; enzimas hepáticas alteradas em exames (TGO, TGP, GGT).

Em estágios mais avançados, podem ocorrer: urina escura e fezes claras; pele e olhos amarelados (icterícia); inchaço abdominal; retenção de líquido nas pernas e pés. Esses sinais indicam que o fígado pode estar sobrecarregado ou inflamado.

Como é feito o diagnóstico?

A esteatose pode evoluir?

Sim. Embora muitas pessoas tenham quadros leves, a gordura no fígado não deve ser tratada como algo inofensivo. Sem cuidados, ela pode avançar para: inflamação hepática (esteato-hepatite); fibrose (cicatrização do fígado); cirrose; insuficiência hepática; câncer de fígado. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

O principal tratamento: mudança de hábitos

Apesar da gravidade potencial, especialistas são unânimes: o caminho mais eficaz para reverter a gordura no fígado está no estilo de vida. Segundo estudos, a prática de atividades físicas e mudanças na alimentação ajudam a reduzir os riscos. Com consistência, é possível notar melhora em poucos meses.

Algumas atitudes simples fazem diferença real: perder peso de forma gradual, sem dietas radicais; priorizar comida de verdade: frutas, verduras, grãos e proteínas magras; reduzir açúcar e farinha refinada; evitar ou pausar o consumo de álcool; praticar exercícios aeróbicos e treinos de força; dormir bem e controlar o estresse; acompanhar glicose, colesterol e pressão; evitar automedicação e suplementos sem orientação; manter consultas regulares com especialistas.

Um cuidado que começa no cotidiano

A gordura no fígado é um exemplo de condição silenciosa, mas que pode trazer consequências importantes quando ignorada. A boa notícia é que, na maioria dos casos, o diagnóstico precoce e mudanças consistentes no estilo de vida são capazes de interromper a progressão e melhorar a saúde do órgão. Cuidar do fígado é, no fundo, cuidar do metabolismo, da alimentação, do movimento e do corpo como um todo.

Leia também: Quer controlar a gordura no fígado? Comece pelo café da manhã!”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também