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Ansiedade infantil e adolescente: como a acupuntura pode ajudar no controle emocional
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Ansiedade infantil e adolescente: como a acupuntura pode ajudar no controle emocional

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Bons Fluidos
11/01/2026 15h00
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Muitos pais escutam que determinados comportamentos fazem parte da “fase da vida”, mas nem sempre é assim. Isolamento, irritabilidade, medos excessivos e queixas físicas frequentes podem ser manifestações de ansiedade em crianças e adolescentes. Segundo o Dr. Sidney Brandão, pediatra, médico acupunturista, e presidente do Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo (CMAeSP), espera-se um certo grau de ansiedade nessa fase da vida. O alerta surge quando essas reações se tornam intensas, persistentes ou interferem no comportamento, na saúde física e no convívio social.

“Quando falamos de distúrbios de ansiedade, observamos mudanças importantes no comportamento da criança ou do adolescente. Uma criança antes ativa, falante e brincalhona pode começar a se isolar, evitar contato visual, demonstrar menos interesse pelas atividades e apresentar reações exageradas diante de situações comuns”, explica o especialista.

Como a ansiedade se manifesta?

A ansiedade infantil e adolescente frequentemente se manifesta também no corpo. Dores abdominais recorrentes, náuseas, vômitos, dores de cabeça, distúrbios do sono, dores musculares e articulares são queixas comuns. Em alguns casos, quadros mais complexos, como fibromialgia juvenil, podem surgir associados a situações de estresse emocional intenso.

Dentro de uma abordagem integrativa e baseada em evidências, a acupuntura médica tem se mostrado uma aliada importante no controle emocional de crianças e adolescentes. Do ponto de vista fisiológico, a técnica atua na modulação do sistema nervoso, estimulando a liberação de neurotransmissores ligados ao bem-estar e ao relaxamento, além de ajudar a equilibrar o sistema nervoso autônomo, reduzindo a hiperatividade relacionada ao estresse.

O que diz a medicina chinesa?

Já na visão da Medicina Tradicional Chinesa, a infância e a adolescência são fases com excesso de energia (yang). “Quando esse excesso não encontra equilíbrio, surgem agitação, irritabilidade, medos e dificuldades de foco. A acupuntura ajuda justamente a restaurar esse equilíbrio (yin), trazendo mais serenidade e estabilidade emocional”, explica.

O tratamento pode contribuir para a redução de sintomas como irritabilidade, inquietação, medos excessivos, dificuldades de concentração e alterações do sono. Muitos pais relatam melhora no rendimento escolar, na convivência familiar e na qualidade do descanso após o início do acompanhamento.

Benefícios da acupuntura

Reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina, a acupuntura é considerada segura para todas as idades, desde recém-nascidos até idosos, quando realizada por profissional qualificado. As agulhas utilizadas em crianças são finas, adaptadas e bem toleradas. “Na prática, as crianças aceitam muito bem. O procedimento é rápido, pouco doloroso e, com uma abordagem lúdica e acolhedora, a experiência costuma ser tranquila e até relaxante”, ressalta.

A acupuntura também pode ser utilizada como complemento ao tratamento medicamentoso, sem interferir negativamente em outras terapias. Em alguns casos, contribui para melhor resposta clínica e até para redução de doses, sempre com acompanhamento médico. Crianças e adolescentes com ansiedade, depressão, TDAH e até quadros psiquiátricos mais complexos podem se beneficiar dentro de um cuidado integrado.

Para o Dr. Sidney Brandão, os pais devem buscar ajuda especializada sempre que perceberem que o filho apresenta comportamentos ou sintomas diferentes do habitual, ou quando a ansiedade começa a impactar a rotina, a escola e o bem-estar geral. “A conversa regular com o pediatra é fundamental. A acupuntura pode ser incorporada em qualquer momento do cuidado, com ou sem medicação, e tende a trazer benefícios reais para a saúde emocional e física das crianças e dos adolescentes.”

*Fonte: Rojas Comunicação

Leia também: Exercícios físicos combatem ansiedade e depressão, diz psiquiatra”

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