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Aos 24 anos, neta de Carlos Alberto de Nóbrega revela diagnóstico de câncer de mama e metástase
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Aos 24 anos, neta de Carlos Alberto de Nóbrega revela diagnóstico de câncer de mama e metástase

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Bons Fluidos
08/01/2026 20h00
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A influenciadora Bruna Furlan de Nóbrega, de 24 anos, neta do humorista Carlos Alberto de Nóbrega, usou as redes sociais para dividir um dos momentos mais delicados de sua vida: o diagnóstico de câncer de mama. A jovem contou que descobriu, no fim de dezembro de 2025, um carcinoma mamário invasivo do tipo não especial. Trata-se do subtipo mais frequente da doença, com características hormonais, HER2 negativo e presença de metástase.

Segundo Bruna, o tratamento será iniciado imediatamente e deve incluir quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Ao tornar a informação pública, ela explicou que a decisão veio do desejo de conscientizar outras mulheres jovens sobre o aumento dos casos nessa faixa etária. “Infelizmente, estou com metástase. Decidi tornar isso público porque, ao longo dessa trajetória, descobri que o câncer de mama tem crescido entre mulheres mais jovens, e isso me chocou muito”, afirmou.

O câncer de mama entre mulheres jovens

Os dados confirmam a preocupação da influenciadora. Estudos do Instituto do Câncer mostram que, em 2009, apenas 7,9% dos diagnósticos de câncer de mama no Brasileram em mulheres com menos de 40 anos. Em 2020, esse número saltou para 21,8%. Outras pesquisas nacionais indicam que cerca de 43% dos casos ocorrem antes dos 50 anos, e 17% até os 40.

Especialistas explicam que esse crescimento está ligado a dois fatores principais: mudanças no estilo de vida (como sedentarismo, alimentação inadequada, sobrepeso e maternidade tardia) e o avanço dos métodos de diagnóstico, que hoje identificam tumores de forma mais precoce.

Sintomas que merecem atenção

Embora o nódulo palpável ainda seja o sinal mais conhecido, o câncer de mama pode se manifestar de outras formas. Alterações no formato ou no tamanho da mama, retração da pele, saída de secreção pelo mamilo, dor persistente e sensação de endurecimento também devem ser investigadas. Quando diagnosticada precocemente, a doença pode ter taxas de cura que chegam a 95%. Por isso, a atenção ao próprio corpo e o acompanhamento médico regular são fundamentais, mesmo entre mulheres jovens.

Juventude, tratamento e identidade

Em seu relato, Bruna também falou sobre o impacto emocional do diagnóstico. “Quando eu descobri meu câncer, fiquei muito revoltada, com uma sensação muito de injustiça, porque fiquei assim: ‘Como assim, eu tenho 24 anos e tô com câncer de mama?’”, desabafou.

Ela explicou que sentia falta de referências de pessoas da mesma idade vivendo o tratamento sem abrir mão da própria identidade. Por isso, decidiu compartilhar o processo desde o início. “Eu tô no auge da minha juventude e quero viver isso. Não quero deixar meu tratamento atrapalhar minha vida, nem minha vida atrapalhar meu tratamento”, afirmou.

Em outro trecho, reforçou o tom que pretende manter ao longo da jornada: “Vai ser uma longa jornada de exames, quimioterapia, cirurgia e radioterapias. Mas também vai ser uma jornada de amor, felicidade e aprendizados (…) prometo ser fiel a quem eu sou – viciada em viver”.

Tratamento e acompanhamento

De acordo com o Ministério da Saúde, a mamografia é recomendada, de forma geral, a partir dos 50 anos, a cada dois anos. No entanto, casos como o de Bruna reforçam a importância da avaliação individualizada, especialmente quando há sintomas ou histórico familiar. O tratamento do câncer de mama varia conforme o estágio e o tipo do tumor, podendo incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo.

Ao compartilhar sua história, Bruna transforma a própria experiência em um chamado à atenção e ao cuidado. Seu depoimento lança luz sobre um tema que ainda é pouco associado à juventude, mas que vem ganhando novos contornos nos últimos anos.

“Estou me pronunciando antes de, de fato, começar o tratamento. Quero compartilhar os altos e os baixos e continuar vivendo. Tô com câncer, mas tô bem. Sou a mesma Bruna de sempre e vou vencer isso”, concluiu. Em meio ao choque, o relato da influenciadora reforça uma mensagem essencial: informação, diagnóstico precoce e acolhimento fazem diferença – em qualquer idade.

Leia também: Mamografia causa câncer? Veja 5 mitos sobre o diagnóstico”

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