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Dia de Iemanjá: 4 rituais para celebrar o Orixá
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Dia de Iemanjá: 4 rituais para celebrar o Orixá

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Bons Fluidos
02/02/2026 17h00
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O dia 2 de fevereiro é marcado por homenagens à Iemanjá, divindade das águas salgadas e símbolo de maternidade, proteção e equilíbrio emocional nas religiões de matriz africana. Vestidos de branco, fiéis e simpatizantes se reúnem desde as primeiras horas do dia para cantar, rezar e lançar oferendas ao mar. O ritual é coletivo, carregado de emoção, pedidos e agradecimentos, e une praticantes da umbanda, do candomblé e admiradores da cultura afro-brasileira em uma celebração que mistura espiritualidade, tradição e ancestralidade.

Por que o Dia de Iemanjá é celebrado em datas diferentes?

Embora o 2 de fevereiro seja a data mais conhecida, o dia dedicado à Rainha do Mar varia conforme a região do país. Essa diferença está ligada ao sincretismo religioso, processo histórico que combinou elementos de crenças africanas com o catolicismo.

Ao longo dos séculos, especialmente durante o período da escravidão, povos africanos precisaram adaptar suas práticas espirituais para sobreviver. Segundo o babalorixá Alexandre Meireles à CNN, em São Paulo, esse movimento foi uma estratégia de resistência cultural. 

“Por conta das proibições e torturas imputadas à população negra e escravizada, incluindo a não permissão da realização de seus cultos, crenças e a imposição da crença no Deus cristão, no Deus católico e no catolicismo, os negros tinham de fazer suas venerações e orações às escondidas”, explica. 

Por isso, no Nordeste, Iemanjá é associada à Nossa Senhora dos Navegantes, celebrada em 2 de fevereiro. Já no Sudeste, o sincretismo acontece com Nossa Senhora da Imaculada Conceição, homenageada em 8 de dezembro, data em que praias paulistas também recebem oferendas à orixá.

Odoyá: rituais simples para honrar Iemanjá

Na tradição iorubá, o nome original da divindade é Yemanjá, grafado com “y”. A palavra vem da expressão “Ye omo ejá”, que significa “mãe cujos filhos são peixes”. No Brasil, a grafia com “i” se popularizou ao longo do tempo. A seguir, confira rituais simples para quem deseja se conectar com a energia de Iemanjá no dia 2 de fevereiro:

Ritual com vasilha

Coloque sete rosas brancas, com os cabos cortados, em uma vasilha com água e perfume – preferencialmente alfazema. Deixe as flores flutuando de forma harmoniosa. O recipiente pode permanecer como elemento decorativo da casa. Pedidos indicados: harmonia familiar, limpeza energética, paz e entendimento entre os moradores.

Conexão direta com o mar

Quem puder ir à praia pode entrar na água com os pés, fazer orações e mentalizar o planejamento do ano. É essencial usar apenas itens não poluentes. “Rosas rosas brancas, ou até mesmo a champanhe branca, que, ao abrir, pode ser despejada na água do mar, sendo oferecida à Iemanjá e a todos os seres do mar, que é um campo de renovação. Não esqueça de recolher a rolha da garrafa”, orienta Meireles.

Vela, água e lua

Em um recipiente com água pura, acenda uma vela e faça pedidos ligados à saúde emocional e mental. Iemanjá é a orixá que cuida das “cabeças”, protegendo contra ansiedade e tristeza profunda. Passe a vela sobre o recipiente e deixe-o no sereno durante a noite. Se possível, exponha à luz da Lua cheia ou crescente. No dia seguinte, envolva um pouco de perfume e despeje a água em um objeto utilizado para aspergir os cantos da casa, sobre a cabeça e até mesmo no travesseiro.

Oração para pedir proteção

“Odoyá, minha mãe Iemanjá. Rainha do Mar, senhora das águas salgadas. Cubra minha vida com sua proteção, lave meus caminhos, leve embora as tristezas e traga paz ao meu coração. Que suas águas acalmem meus pensamentos e fortaleçam minha fé. Odoyá, minha mãe, receba minha gratidão e meu respeito”.

Leia também: Por que Iemanjá se transformou em mulher branca no Brasil?”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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