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Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro: entenda a condição de Isabel Veloso
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Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro: entenda a condição de Isabel Veloso

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Bons Fluidos
06/01/2026 16h30
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O pai de Isabel Veloso, Joelson Veloso, informou, por meio das redes sociais, que a influenciadora recebeu o diagnóstico de Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH). A jovem, de 19 anos, conhecida por compartilhar sua luta contra umLinfoma de Hodgkin, está internada desde o dia 4 de dezembro no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba (PR).

“Infelizmente, a rejeição do enxerto (Doença do Enxerto contra o Hospedeiro) e infecções graves após o transplante são riscos sérios e imprevisíveis. Elas surgem de forma agressiva e difícil de controlar. O corpo fragilizado, e a complexidade do tratamento tornam tudo mais delicado”, disse o familiar em uma publicação no Instagram.

Entenda o diagnóstico de Isabel Veloso

Pouco antes de ser hospitalizada por um quadro respiratório, a influenciadora passou por um novo transplante de medula óssea (TMO), doada pelo pai. O procedimento, indicado como tratamento para o câncer, pode acarretar complicações, sendo uma das mais graves a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH).

De acordo com o hematologista Marcel Brunetto, a enfermidade ocorre quando as células do doador identificam as estruturas saudáveis do paciente como estranhas e passam a atacá-las. Assim, como consequência, pode afetar diferentes órgãos ou tecidos. No caso da DECH aguda, considerada a forma mais leve, o quadro tende a atingir a pele, o trato gastrointestinal ou o fígado. Esse tipo se desenvolve nos primeiros 100 dias após o transplante, provocando sintomas como erupção cutânea, vômitos, cólicas abdominais, perda de apetite e diarreia.

“Muitos pacientes que desenvolvem DECH aguda são tratados com sucesso com aumento da imunossupressão na forma de corticosteroides. Os medicamentos mais comuns são prednisona, metilprednisolona, ​​dexametasona, beclometasona e budesonida”, afirmou o médico em seu site.

DEVH crônica

A variação leve da doença, no entanto, pode evoluir para a forma crônica, que impacta um único órgão ou vários sistemas do corpo. Brunetto aponta que essa condição é “uma das principais causas de problemas médicos e morte após um transplante alogênico de células-tronco”. Isso ocorre porque a condição compromete desde o movimento e a alimentação até a respiração, além do funcionamento do fígado e do sistema digestório.

“Pacientes com sintomas leves de DECH crônica, especialmente quando os sinais estão restritos a um único órgão ou local, podem ficar sob observação atenta ou receber terapias locais ou tópicas. Já aqueles com complicações mais graves ou envolvimento de múltiplos órgãos, por outro lado, normalmente requerem tratamento sistêmico, ou seja, que circula pela corrente sanguínea e atinge células em todo o corpo”, esclareceu o especialista.

*Leia também: Família atualiza estado de saúde de Isabel Veloso: ‘Cada pequena conquista é uma resposta de Deus’

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