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Emagrecimento rápido pode envelhecer o rosto, alertam médicos
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Emagrecimento rápido pode envelhecer o rosto, alertam médicos

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Bons Fluidos
03/03/2026 01h30
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A busca incessante por um corpo “seco” tem dominado as redes sociais, impulsionada pelo uso de medicamentos antiobesidade e esteroides. Especialistas alertam, no entanto, que essa corrida pelo emagrecimento pode transformar o rosto, pois provoca o desaparecimento da gordura essencial, deixando a face sem sustentação e com sinais precoces de envelhecimento.

“Quando o paciente emagrece ou com o próprio processo de envelhecimento, em que há uma atrofia da gordura, o resultado é um desabamento dos tecidos e formação de rugas pela falta de volume que essa gordura conferia”, explica o dermatologista Renato Soriani.

Riscos do emagrecimento acelrado

De acordo com a médica Cindy Matsumoto, isso ocorre porque o tecido adiposo, dividido em compartimentos superficiais e profundos, atua como o preenchimento natural da nossa pele. Ela alerta ainda que a velocidade da perda de peso é um fator determinante para a estética. “Quanto maior a perda de peso e menor for o tempo de intervalo, maior será a sensação de derretimento da face”, acrescenta.

Além disso, conforme apontam especialistas, o problema se agrava quando pacientes abusam de anabolizantes para atingir níveis de gordura corporal perigosamente baixos. “Isso muda muito o corpo”, reforça o cirurgião plástico Carlos Manfrim, destacando o impacto visual desse emagrecimento extremo.

Em relação ao emagrecimento associado ao uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro, a Dra. Matsumoto ressalta que o processo impede que o corpo reacomode os tecidos adequadamente. “Isso pode levar a um afinamento facial excessivo, com destaque para áreas que naturalmente já perdem volume com a idade, como a região malar e as têmporas, acentuando sulcos e flacidez”, explica. Ademais, ela compara a gordura facial ao enchimento de uma almofada: quando o volume diminui rápido demais, a pele sobra de forma redundante.

Envelhecimento precoce

Consequentemente, a diferença entre a redução de peso gradual e a perda medicamentosa torna-se nítida no semblante. Enquanto o emagrecimento feito forma lenta permite a adaptação do organismo, a intensidade da semaglutida acelera o aspecto envelhecido.

“No emagrecimento medicamentoso, como o proporcionado pela semaglutida, a velocidade e intensidade da perda de gordura costumam ser muito mais pronunciadas. Isso acelera as manifestações visuais da perda de volume e pode revelar aspectos envelhecidos que antes estavam disfarçados”, esclarece a médica Lilian Brasileiro. Essa mudança afeta também o corpo. Nos seios, por exemplo, a eliminação de tecido adiposo pode causar flacidez severa e deixar as mamas vazias.

Para reverter os danos, então, a medicina oferece soluções como o Lipoglow e a lipoenxertia. “Além dos preenchedores de ácido hialurônico, hoje temos opções ainda mais compatíveis por meio do Lipoglow, procedimento que transforma a gordura coletada do paciente em um material rico em células-tronco e fatores de crescimento”, afirma o medíco Renato Soriani.

Simultaneamente, cresce a busca por liftings faciais e corporais para remover as sobras de pele. Como conclui a cirurgiã plástica Heloise Manfrim: “O mais importante é buscar ajuda de um médico para um diagnóstico e tratamento personalizado”.

*Texto feito em parceria com a Holding Comunicações

Leia também: Envelhecimento precoce da pele? Especialista explica por que ocorre e dá dicas de como evitar

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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