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Falta de descanso: conheça os efeitos no cérebro e veja como reverter
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Falta de descanso: conheça os efeitos no cérebro e veja como reverter

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Bons Fluidos
17/06/2026 23h30
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A rotina acelerada, tanto da vida profissional quanto pessoal, tem cobrado um preço alto da saúde do cérebro. Uma pesquisa recente realizada pela empresa Pluxee, que ouviu mais de 3.000 pessoas, revelou um cenário preocupante: mais de 60% dos profissionais enfrentam uma dificuldade real para fazer pausas ao longo da jornada diária.

Contudo, ignorar a necessidade de repouso esconde um perigo invisível que afeta diretamente o funcionamento da mente. Quando o cérebro não descansa, o rendimento despenca e o corpo começa a sinalizar o limite.

Os efeitos da falta de descanso no cérebro

A ausência de intervalos gera consequências pesadas para o organismo. Em entrevista à ‘CNN’, a neurocientista Thaís Gameiro, explicou que a falta de repouso nos leva a um fenômeno perigoso conhecido como “esgotamento cognitivo”. No dia a dia, portanto, as principais consequências desse problema são:

  • Aumento de falhas: Ocorrem erros frequentes em tarefas que antes eram simples.
  • Bloqueio mental: Há uma perda severa na capacidade de concentração.
  • Decisões erradas: A qualidade da tomada de decisão despenca sob pressão.
  • Pico de estresse: O esgotamento eleva os níveis de irritabilidade e ansiedade.

Muitas pessoas tentam resolver esse cansaço mudando de tela, mas a especialista alerta que nem todo intervalo funciona como descanso real. “Rolar o feed entre uma tarefa e outra, resolver uma pendência doméstica ou entrar numa conversa pesada não devolve ao cérebro o que ele perdeu. Isso porque o break precisa ter as condições certas para funcionar.”

O guia prático para reverter o esgotamento

Para virar o jogo e restaurar a capacidade do cérebro, portanto, é preciso aprender a descansar de verdade. A reversão do problema exige a inclusão de intervalos estratégicos e efetivos na rotina. Abaixo, veja as orientações práticas baseadas nas recomendações da neurocientista:

  • Faça escolhas genuínas: Uma pausa para lavar a louça ou pagar contas não é descanso, é apenas outra obrigação. O cérebro precisa de autonomia e total ausência de demandas para se recuperar. Então, reserve um momento para o que você quer fazer, não para o que precisa.
  • Reduza o esforço mental: O foco é aliviar o sistema nervoso. Ler notícias complexas ou adiantar tarefas rápidas mantém o córtex pré-frontal ativado. Busque atividades que não exijam controle cognitivo ou emocional.
  • Busque o prazer real: Ficar no modo automático das redes sociais não desliga a mente. Prefira ações com valor afetivo, como ouvir sua música favorita, tomar um chá relaxante, fazer uma caminhada curta ou ter uma conversa leve.

*Leia também: Dia Mundial da Saúde Mental: entenda a importância da data

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