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Parto após cesáreas: entenda os cuidados e os riscos depois de duas cirurgias
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Parto após cesáreas: entenda os cuidados e os riscos depois de duas cirurgias

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Portal Edicase
17/06/2026 19h30
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©A escolha entre parto normal e cesárea depende de uma avaliação individualizada (Imagem: AnnaStills | Shutterstock)
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A nova gravidez da influenciadora Bruna Biancardi voltou a colocar em discussão um tema frequente entre mulheres que já passaram por cesarianas: a possibilidade de um parto normal após duas cirurgias ou, até mesmo, o limite seguro de cesáreas. Histórico obstétrico, tipo de cicatriz uterina, intervalo entre as gestações e estrutura hospitalar estão entre os fatores mais importantes para definir qual é a via de parto mais segura para mãe e bebê.

Abaixo, entenda quando é possível optar pelo parto normal e o limite seguro de cesáreas.

1. Duas cesáreas não significam, obrigatoriamente, que o parto normal esteja proibido

“Mas essa decisão depende de uma avaliação muito criteriosa da história obstétrica da paciente, do tipo de incisão uterina realizada anteriormente, do intervalo entre as gestações e das condições clínicas atuais da mãe e do bebê”, explica a obstetra Dra. Lívia Del Monaco, especialista em Medicina Fetal e Gestação de Alto Risco.

2. O histórico da gestação anterior faz diferença na decisão

A avaliação não considera apenas o número de cesáreas, mas também como foram os partos anteriores, se houve complicações e até mesmo o tipo de corte realizado no útero durante as cirurgias. “Ter duas cesáreas anteriores não significa, obrigatoriamente, que o parto normal seja impossível. Mas também não significa que ele seja indicado para todas. A decisão precisa ser individualizada, baseada em critérios clínicos e em um ambiente hospitalar preparado para agir rapidamente se houver qualquer intercorrência”, afirma o ginecologista e obstetra Dr. Paulo Noronha.

3. O principal risco analisado é a ruptura uterina

Quando existe tentativa de parto normal após cesáreas, um dos pontos mais observados pelos médicos é o risco de ruptura uterina, complicação considerada rara, mas potencialmente grave. “Por isso, qualquer tentativa de parto normal após cesárea deve acontecer com monitorização contínua e equipe preparada para uma cesárea de urgência, caso seja necessário”, explica o Dr. Paulo Noronha.

4. O pré-natal é decisivo para definir a melhor via de parto

A escolha entre parto normal e cesárea não deve ser feita apenas no fim da gestação. O acompanhamento pré-natal permite identificar riscos, avaliar condições clínicas e planejar a assistência de forma mais segura. “O mais importante é entender que não existe uma regra única. A obstetrícia moderna busca individualizar a assistência e respeitar o desejo da paciente, mas sempre equilibrando isso com segurança materna e fetal”, afirma a Dra. Lívia Del Monaco.

5. Quanto maior for o número de cesáreas, maiores podem ser os riscos cirúrgicos

Não existe um número universal de cesarianas considerado “máximo”, mas os riscos tendem a aumentar progressivamente a cada nova cirurgia. “A cada cesariana, cresce a possibilidade de aderências, sangramentos, lesões em órgãos próximos e alterações placentárias em futuras gestações”, alerta A Dra. Lívia Del Monaco.

6. Alterações na placenta estão entre as principais preocupações

Entre as complicações mais associadas a múltiplas cesáreas, está o chamado espectro da placenta acreta, quando a placenta se fixa de maneira anormal ao útero. “Uma terceira, quarta ou quinta cesárea não é igual à primeira. Os riscos aumentam progressivamente, especialmente relacionados à placenta e à complexidade cirúrgica“, pontua o Dr. Paulo Noronha.

7. O planejamento reprodutivo deve entrar na conversa desde cedo

Para mulheres que desejam ter mais filhos, os especialistas reforçam que a escolha da via de parto também influencia futuras gestações e deve ser discutida com antecedência. “Quando uma mulher deseja ter mais filhos, isso precisa entrar na conversa desde cedo. A escolha da via de parto não impacta apenas aquela gestação, mas também as futuras”, conclui a Dra. Lívia Del Monaco.

Por Sarah Carvalho

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