'Gripe Vampirinha': entenda a condição e aumento de casos no pós-Carnaval
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Nos dias seguintes ao Carnaval, é comum o crescimento dos casos de infecções respiratórias. Em 2026, segundo dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), houve um aumento das internações por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR) em pelo menos três estados do Brasil. Nas redes sociais, os pacientes têm associado essas condições à ‘gripe Vampirinha’, em referência à música de Ivete Sangalo que dominou o feriado.
“Virose (gastrointestinal ou respiratória) sempre aparece após o Carnaval e, geralmente, leva o nome da música do ano, pelo menos aqui em Salvador. Já sabemos que todos os anos, durante a folia, existe uma grande circulação de vírus”, explicou o médico Matheus Mendonça em suas redes sociais.
De acordo com o especialista, o aumento das ocorrências está relacionado principalmente às aglomerações, que facilitam a transmissão dos microrganismos. Além disso, a queda da imunidade, em decorrência da baixa hidratação, cansaço, má alimentação e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, também aumenta o risco de contaminação. Assim, como consequência, surgem sintomas como tosse, espirro, coriza, dor de cabeça, dores no corpo e febre.
Recuperação e como prevenir a ‘gripe Vampirinha’
Esse mal-estar, conforme aponta a doutora Silvana Santana, pode permanecer por até uma semana. “A pessoa realmente fica abatida e até de cama. Os sintomas duram, em média, de cinco a sete dias. Nesses casos, a recomendação de remédios é apenas para o controle dos sinais, como dor e febre. Geralmente, o vírus vai embora sozinho”, explicou.
Entretanto, há situações em que a doença se agrava, exigindo atendimento profissional. “Muita atenção: se você perceber que está piorando, com falta de ar, dor torácica, sensação de desmaio, ou se a febre está demorando a passar e persiste por mais de sete dias, procure o serviço médico. O que começa, muitas vezes, com uma simples gripe, pode complicar, e aí só um especialista para orientar e determinar o tratamento“, alertou.
Já para evitar casos severos, a médica orienta manter a vacinação em dia. Segundo Santana, é necessário renovar os imunizantes, que estão disponíveis gratuitamente todos os anos nos postos de saúde. As campanhas normalmente começam entre março e abril, com foco inicial nos grupos prioritários e, em seguida, são estendidas para toda a população.
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