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Influenciadora relata câncer associado a próteses mamárias; entenda o caso
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Influenciadora relata câncer associado a próteses mamárias; entenda o caso

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Bons Fluidos
05/02/2026 22h30
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https://timnews.com.br/system/images/photos/16683437/original/open-uri20260205-31-7asolq?1770331226
© Reprodução/Instagram/@evelincamargo
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A influenciadora e comediante Evelin Camargo usou as redes sociais nesta semana para alertar sobre o Linfoma Anaplásico de Grandes Células associado a próteses mamárias, um câncer raro, mais conhecido como BIA-ALCL, que afeta, em média, uma a cada 30 mil mulheres com implantes.

Descoberta do diagnóstico

No relato publicado em seu perfil no Instagram, a influencer contou que realizou o procedimento para colocação das próteses mamárias em 2019, quando precisou passar por uma cirurgia de redução das mamas. Segundo Camargo, na época, o tratamento não apresentou complicações. No entanto, seis anos depois, ela percebeu o aumento repentino de um dos seios e decidiu procurar atendimento médico.

Embora inicialmente a equipe médica tenha suspeitado de uma ruptura da prótese, exames laboratoriais e a identificação de líquido ao redor do implante revelaram o diagnóstico de BIA-ALCL. No caso da influenciadora, o câncer se desenvolveu apenas ao redor da prótese mamária e, por isso, o tratamento indicado consiste na remoção do implante.

“Mas eu resolvi gravar isso para vocês entenderem o que está acontecendo e também para ficar como um alerta. Não é para fazer um terror do tipo: ‘Tirem as suas próteses. Nunca mais coloquem prótese de silicone’. Mas para vocês fazerem acompanhamento e ultrassom. Qualquer coisa anormal que aconteça, por exemplo, inchou o peito do nada, sem vocês, terem passado por alho diferente, procure um médico”, orientou.

Entenda o câncer associado a próteses

A condição que atingiu Evelin Camargo é considerada por instituições de saúde como rara e grave. Isso porque, apesar de surgir na mama, ela tem origem nas células do sistema linfático, sendo classifica como um tipo de linfoma, câncer que afeta a defesa do organismo. Estudos estimam que a doença atinja uma a cada 30 mil mulheres com implantes, geralmente entre sete e dez anos após a cirurgia.

De acordo com especialistas, uma das possíveis causas para o seu aparecimento é a superfície texturizada de determinadas próteses, responsáveis por provocar inflamação crônica ao longo do tempo. Na maioria dos casos, as estruturas cancerígenas se desenvolvem ao redor do implante, e não no tecido mamário. Em quadros mais graves, contudo, pode ocorrer disseminação para outras partes do corpo.

Nesse cenário, além da cirurgia de remoção, podem ser recomendadas a quimioterapia ou a imunoterapia. Especialistas apontam que as chances de cura são altas, especialmente com diagnóstico precoce. Portanto, a orientação é que mulheres com próteses fiquem atentas a sintomas como dor recorrente, assimetria súbita, endurecimento ou nódulos. Além disso, devem realizar ressonância magnética a cada dois ou três anos.

 

*Leia também: 4 em cada 10 casos de câncer poderiam ser evitados, diz OMS

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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