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Lipedema e academia: por que treinos intensos podem estar inchando suas pernas em vez de ajudar
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Lipedema e academia: por que treinos intensos podem estar inchando suas pernas em vez de ajudar

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Bons Fluidos
19/03/2026 11h15
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Muitas mulheres buscam academias para tratar o acúmulo de gordura nas pernas e braços, mas o esforço exagerado pode ter um efeito reverso. Para quem convive com o lipedema, uma doença crônica que causa dor e sensibilidade ao toque, exercícios de alto impacto representam um grande desafio físico. Segundo o cirurgião vascular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), Herik Oliveira, essas atividades podem aumentar o inchaço e o desconforto significativamente.

Por que a gordura não diminui com o treino comum?

A frustração é um sentimento comum entre as pacientes que não veem resultados, mesmo com dietas e treinos rigorosos. O especialista esclarece que “o lipedema provoca uma inflamação crônica no tecido subcutâneo e nas articulações, o que torna a região sensível à dor”. Diferente da gordura comum, o lipedema não responde apenas ao estilo de vida. O especialista afirma que “atividades muito intensas podem aumentar o acúmulo de ácido lático e a sensação de peso nas pernas devido à dificuldade de drenagem linfática”.

O caminho para o exercício sem dor

Apesar dos riscos do impacto, manter o corpo em movimento é indispensável para controlar a inflamação e a mobilidade. A recomendação médica é focar em atividades de baixo impacto que respeitem os limites das articulações do quadril, joelhos e tornozelos. Oliveira, por fim, orienta que “exercícios como hidroginástica, natação, ioga e musculação com carga moderada costumam ser melhor tolerados”. O segredo do sucesso no tratamento está no diagnóstico correto e em um treino adaptado que evite a dor excessiva e a fadiga crônica.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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