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Luto após perder um animal de estimação é igual ou pior do que perder um ente querido, diz estudo
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Luto após perder um animal de estimação é igual ou pior do que perder um ente querido, diz estudo

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Bons Fluidos
09/02/2026 13h00
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Perder um animal de estimação é perder um tipo muito específico de amor: cotidiano, silencioso, constante. Para quem conviveu com um pet, a ausência não é pequena – ela atravessa a casa, a rotina e o coração. Um estudo recente publicado na revista PLOS One mostra que o luto por um animal pode ser tão intenso quanto (ou até mais doloroso) do que a perda de uma pessoa querida.

O que diz o estudo?

A pesquisa, realizada no Reino Unido com 975 adultos, revelou que para 1 em cada 5 participantes, perder um animal de estimação foi pior do que perder alguém próximo. Além disso, cerca de 7,5% das pessoas desenvolveram sintomas compatíveis com o chamado transtorno de luto prolongado – uma condição marcada por sofrimento intenso e persistente por mais de 12 meses.

O transtorno é descrito como “sintomas de luto intensos e persistentes que não são apenas angustiantes por si só, mas também associados a problemas de funcionamento, com duração de 12 meses ou mais após a perda”. Apesar disso, hoje essa classificação ainda considera apenas perdas humanas, o que levanta uma reflexão importante: talvez o que determine a profundidade da dor não seja quem morreu, mas o vínculo construído.

Um luto que muitas vezes não é reconhecido

Especialistas apontam que o luto por um pet costuma entrar na categoria de “luto não reconhecido”. Ou seja: ele existe, dói, muda a vida – mas muitas vezes não recebe validação social. Quando esse sofrimento não é acolhido, ele pode se tornar ainda mais solitário. Muitas pessoas sequer ouvem um simples “meus sentimentos”, o que aumenta a sensação de isolamento.

Apoio faz toda a diferença

Um dos fatores que mais aumentam o risco de um luto se tornar prolongado é a falta de suporte. Por isso, redes de acolhimento – familiares, amigos e até o ambiente de trabalho – são essenciais. Outras companhias também começam a adotar iniciativas semelhantes, reconhecendo o impacto emocional dessa perda.

O impacto da perda pode ser especialmente intenso em crianças, idosos e pessoas que moram sozinhas. No caso das crianças, a orientação é falar a verdade de forma sensível, sem fantasias que confundam o processo. Explicar para a criança não vai traumatizá-la. É importante a criança vivenciar esse processo junto com a família. Rituais simples, como escrever uma carta ou fazer uma oração, podem ajudar na elaboração emocional.

O luto é natural, mas ele deve, aos poucos, perder intensidade. Um processo saudável, segundo psicólogos, pode durar entre seis meses e um ano.

Rituais que ajudam a atravessar a saudade

Algumas estratégias podem ser acolhedoras nesse período: criar um diário ou scrapbook com memórias do pet; montar uma playlist de músicas que lembram o animal; participar de rituais de despedida; falar sobre a dor e compartilhar a saudade. No fim, viver o luto por um pet é reconhecer que aquele amor foi real. E que a dor, por mais difícil que seja, também é prova do quanto aquele vínculo importou.

Leia também: Cão vai ficar sozinho? Veja dicas para reduzir o sofrimento do pet”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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