Luzes piscantes e visão escurecida: enxaqueca pode causar distúrbios visuais mesmo sem dor de cabeça
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“Embora seja conhecida principalmente pela dor intensa geralmente unilateral e pulsante, a enxaqueca é uma condição neurológica complexa, frequentemente acompanhada por náusea, sensibilidade à luz, ao som e até confusão mental. E em cerca de 30% dos casos, os sintomas de crise de enxaqueca não começam pela dor, mas sim pela visão”, explica o Dr. Tiago de Paula, neurologista especialista em cefaleia.
Tipos de enxaqueca possíveis
A aura geralmente dura até uma hora e, na maioria dos casos, é seguida da dor de cabeça. No entanto, nem sempre a dor vem depois, de acordo com o Dr. Tiago. “Algumas pessoas experimentam os efeitos visuais da enxaqueca sem que a dor de cabeça apareça. Nesse caso, estamos diante da chamada enxaqueca silenciosa. Apesar da ausência de dor, ela pode causar os mesmos distúrbios visuais intensos, como flashes de luz ou visão embaçada, além de outros sintomas clássicos da enxaqueca, como náusea ou fotofobia”, diz o especialista. “Por imitar sintomas de condições mais graves, como o AVC, a enxaqueca silenciosa pode gerar confusão diagnóstica, especialmente quando o primeiro episódio ocorre de forma inesperada”, completa.
Sinais de alerta
O médico explica que ver luzes piscantes ou padrões luminosos que duram mais do que alguns minutos pode ser um sinal de alerta, também, para outras doenças. “Se vierem acompanhados de fraqueza em um lado do corpo, queda facial ou dificuldade na fala, procure atendimento médico imediatamente, pois esses podem ser sintomas de um AVC”, comenta. “Além disso, flashes de luz em apenas um olho podem indicar condições oculares graves, como descolamento de retina ou bloqueio do fluxo sanguíneo nas artérias da retina, ambos com risco de perda permanente da visão. Nestes casos, a ida ao pronto-socorro é urgente”, completa.
Sobre o especialista
Dr. Tiago de Paula (CRMSP 168999 | RQE 18111) é médico neurologista especialista em cefaleia pela Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP), membro da International Headache Society (IHS) e da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC). Tem especialização em Neurocefaleia pela EPM/UNIFESP, onde também realizou a graduação em Medicina e a residência médica em Neurologia. Atualmente integra o corpo clínico do Headache Center Brasil, em São Paulo (SP).
*Fonte: Holding Comunicação
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