Menopausa: médica ensina como se preparar e aliviar os sintomas
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A menopausa atinge 30 milhões de brasileiras, mas esse marco não precisa ser acompanhado de sofrimento. Segundo a ginecologia Carolina Tukiyama, “a menopausa é uma fase natural da vida e, com orientação correta, é possível atravessá-la com equilíbrio e bem-estar”. A especialista ressalta ainda que tanto a rotina pessoal quanto profissional pode ser mantida com total qualidade.
Primeiros sinais da menopausa
O processo encerra a idade reprodutiva e sucede o climatério, um período de intensas transformações. Essas mudanças, conforme explica a médica, acontecem principalmente em decorrência queda na produção dos hormônios femininos, especialmente o estrogênio. Dessa forma, a oscilação reflete sinais claros, como atrasos na menstruação, suores noturnos e irritabilidade. Carolina alerta que a mulher não deve suportar esses sintomas em silêncio e, por isso, recomenda a busca por um ginecologista logo nos primeiros sinais.
O suporte médico evita complicações silenciosas na saúde cardiovascular e metabólica. Segundo a especialista, nesse período, o corpo feminino enfrenta o aumento de gordura abdominal e mudanças no colesterol, fatores que elevam o risco cardíaco. Além disso, ocorre a perda de massa muscular e óssea. Ela orienta, contudo, que a paciente encare a menopausa como “uma fase de reorganização da saúde, com foco em bem-estar, autonomia e qualidade de vida a longo prazo”.
Dicas para manter o bem-estar
Para manter o ritmo no trabalho, então, a mulher deve priorizar o cuidado com a mente e o corpo. No aspecto emocional, é comum surgirem alterações de humor, ansiedade e até lapsos de memória. Nesse sentido, a recomendação da médica é buscar controlar do estresse e, se necessário, recorrer a tratamentos com especialistas.
Ademais, a ginecologista aponta os exercícios como uma aliada poderosa para melhorar a saúde mental e reduzir os sintomas físicos. Isso porque ajudam a controlar o peso e a elevar a disposição. Devido às mudanças corporais, no entanto, a paciente deve ajustar o ritmo dos treinos, respeitando os limites do organismo e reservando mais tempo para o descanso.
Já sobre a vida sexual, Tukiyama garante que a mulher mantém sua rotina normalmente, mas somente após para tratar problemas associados como ressecamento vaginal ou queda da libido. A dica, portanto, é permanecer atenta aos sinais do corpo para iniciar intervenções rapidamente. “As principais adaptações envolvem o autocuidado e a escuta do próprio corpo. Muitas mulheres precisam rever hábitos alimentares, rotina de exercícios, qualidade do sono e a forma como lidam com o estresse do dia a dia”, conclui.
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*Texto feito em parceria com o AmorSaúde
