'O Mundo de Lila': romance de realismo explora os refúgios emocionais criados na infância
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Uma criança cria um universo paralelo dentro de si para sobreviver a problemas reais e esse refúgio a acompanha até a maturidade. No romance ‘O Mundo de Lila – Parte I’, a escritora e psicanalista Adriana Sacchi apresenta um chalé simbólico localizado no alto de uma montanha onde a protagonista busca abrigo contra frustrações. A narrativa utiliza elementos de realismo mágico para mostrar que imaginar não é apenas fuga, mas uma forma profunda de coragem e cuidado.
Lila habita esse espaço psíquico ao lado de figuras como Dona Alice e Senhor Alfredo, que funcionam como vozes internas de orientação em diálogos durante o café. A conexão com esse local é tão vital que a autora destaca: “Não passava um dia sem que Lila aparecesse no chalé, fosse para meditar, rezar, conversar ou pedir ajuda.” (‘O Mundo de Lila’, p. 5). Conforme o tempo passa, o chalé se torna o palco para processar a morte precoce do pai, conflitos maternos e os desafios de uma carreira em Paris.
A obra de Sacchi reforça que os mecanismos emocionais desenvolvidos na infância não desaparecem, mas ganham novos sentidos conforme envelhecemos. O livro funciona como um convite para o leitor valorizar seus próprios espaços de acolhimento e introspecção. Inspirada no estilo clássico de Pollyanna, a trama é o início de uma trilogia que promete explorar a construção da identidade e a autonomia feminina. O segundo volume da série será lançado pela Editora Viseu já no próximo mês de março.
Sobre a autora
Adriana Sacchi nasceu em 27 de novembro de 1967, em São Paulo. Além de ‘O Mundo de Lila’, é também autora do romance ‘Por que não?’. Tem formação em Comunicação Social, História da Arte e Design de Interiores. Atualmente, cursa pós-graduação em Psicanálise.
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*Texto feito em parceria com LC Agência
