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O que está por trás da Síndrome dos Ovários Policísticos?
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O que está por trás da Síndrome dos Ovários Policísticos?

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Bons Fluidos
14/01/2026 18h00
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Não é incomum ouvir relatos de mulheres que descobrem cistos nos ovários de forma inesperada em uma consulta de rotina. A outra parte, no entanto, segue sem diagnóstico mesmo convivendo com sintomas que impactam a saúde física, emocional e reprodutiva.

Os cistos ovarianos podem surgir naturalmente ao longo da vida. Mas quando se acumulam de forma anormal e persistente, podem indicar a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), uma condição crônica e hereditária que afeta milhões de mulheres em todo o mundo.

Diagnósticos ainda falham

Apesar de ser uma das alterações ginecológicas mais comuns, até 70% das mulheres com SOP não recebem diagnóstico. “Como cistos são frequentes ao longo da vida reprodutiva, muitas mulheres desconhecem suas características e não percebem a necessidade de acompanhamento”, explica Dr. Marcos Tcherniakovsky, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE),

Para explicar o que está por trás da SOP, condição que afeta entre 6% e 13% das mulheres em idade fértil, o ginecologista reúne as principais informações sobre a síndrome com base em referências da World Health Organization (WHO).

Surgimento e sintomas

Na SOP, os folículos não amadurecem adequadamente, formando pequenos cistos. Fatores genéticos, resistência à insulina e alterações hormonais estão entre os principais gatilhos. Entre os sintomas mais comuns estão: menstruação irregular; cólicas intensas; aumento da testosterona; desconforto abdominal e pélvico e dificuldade para engravidar. “Os primeiros indícios costumam aparecer na adolescência, mas o quadro pode se transformar ao longo da vida”, reforça o especialista.

“A síndrome é a principal causa de anovulação, condição em que a mulher não libera óvulos regularmente. Apesar disso, hoje existem diversas técnicas de reprodução assistida, como a Fertilização In Vitro (FIV), que aumentam consideravelmente as chances de gestação, complementa.

A condição também impacta profundamente a saúde mental

Alterações de humor, baixa autoestima e insatisfação corporal são comuns entre mulheres com SOP, devido a fatores como: ganho de peso; excesso de pelos; acne; irregularidade menstrual e infertilidade. “O impacto emocional é enorme e afeta trabalho, relações sociais e qualidade de vida. Cuidar da saúde mental também faz parte do tratamento”, pontua o especialista.

O diagnóstico não significa que “o jogo acabou”. Segundo o Dr. Marcos, uma rotina estruturada faz toda a diferença. “As escolhas alimentares e o hábito de se exercitar com regularidade reduzem as chances de desenvolvimento de outras doenças associadas (diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia – colesterol e triglicerídeos altos, doenças cardiovasculares e câncer de endométrio), além do acompanhamento médico, fundamental para a evolução do tratamento”, esclarece.

Sobre o especialista

Dr. Marcos Tcherniakovsky – Ginecologista e Obstetra – Especialista em Endometriose e Vídeo-endoscopia Ginecológica (Histeroscopia e Laparoscopia). É Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose. Médico Responsável pelo Setor de Vídeo-endoscopia Ginecológica e Endometriose da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. Membro da comissão de especialidades na área de Endometriose pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Médico Responsável da Clínica Ginelife.

*Fonte: Medellin Comunicação

Leia também: O que é a infertilidade imunológica e como ela afeta a gravidez?”

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