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O que se sabe sobre a nova variante da Mpox? Saiba riscos e orientações da OMS
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O que se sabe sobre a nova variante da Mpox? Saiba riscos e orientações da OMS

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Bons Fluidos
20/02/2026 16h30
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Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre o surgimento de uma nova variante da Mpox. Dois casos, ocorridos após dois tipos diferentes do vírus infectarem a mesma pessoa, foram confirmados no Reino Unido, em dezembro de 2025, e na Índia, em janeiro deste ano.

Entenda a nova cepa

De acordo com a instituição, o registro britânico foi identificado em um indivíduo logo após retornar de um país na área da Ásia-Pacífico. O indiano, por sua vez, teria visitado a região da Península Arábica e, posteriormente, foi diagnosticado com o vírus.

A organização, contudo, ainda desconhece a origem exata da cepa. O que se sabe, após análises laboratoriais, é que o contato entre os clados Ib e IIb (grupos de vírus com ancestralidade em comum) possibilitou a troca de material genético e, assim, o surgimento de um novo tipo de agente responsável por desencadear a Mpox.

Cenário da Mpox no Brasil

Até o momento, o país não registrou nenhum caso provocado pela cepa recombinante, mas a doença voltou a gerar preocupação após a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmar um infectado na capital gaúcha na última terça-feira (17). Além disso, o Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies) notificou, até esta sexta-feira (20), 44 ocorrências no estado de São Paulo somente neste ano.

Segundo especialistas, apesar de o cenário indicar que o vírus segue em circulação no Brasil, ainda não há alerta para uma emergência sanitária. É importante, no entanto, que as autoridades permaneçam atentas. A OMS manteve o risco global moderado para homens que fazem sexo com homens com parceiros novos ou múltiplos, para profissionais do sexo ou pessoas com múltiplos parceiros ocasionais. Já entre a população geral, a chance de contágio é baixa.

A instituição recomenda que os países notifiquem rapidamente infecções suspeitas ou incomuns. Ademais, sugere que realizem o sequenciamento genético de amostras e fortaleçam a prevenção contra a doença, principalmente por meio da vacinação. As autoridades devem priorizar os grupos de risco no acesso ao imunizante. Por fim, a organização aconselha avançar na integração de serviços de HIV/IST e Mpox.

*Leia também: Mpox: creme antisséptico feito no Brasil pode proteger contra doença

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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