Rafa Santos quebra preconceitos sobre a Umbanda e Exu: "Ele é justo"
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Neste bate-papo, o cartomante, consultor espiritual e médium Rafa Santos explica como é possível democratizar a comunicação com outros planos. Para ele, a espiritualidade não deve ser um privilégio de quem frequenta templos ou terreiros, mas uma vivência cotidiana e acessível. Formado em artes cênicas, o comunicador utiliza sua sensibilidade para desmistificar as religiões de matriz africana. Além disso, ensina que a conexão com o sagrado pode — e deve — começar dentro de casa.
“Todo mundo é médium. Se eu não tivesse mediunidade, eu não conseguiria trocar energia com você”, explica Rafa. Ele compara o dom espiritual ao futebol: todos podem chutar uma bola, mas nem todos serão jogadores profissionais.
Rafa Santos: “Umbanda é cura”
Rafa explica como se descobriu médium e sua ligação com a Umbanda, religião que ele define como um espaço de cura.
Ele lamenta o preconceito histórico, que demoniza entidades como Exu, por exemplo. Ele esclarece que ele é o grande comunicador. “Ele não é bom nem ruim. É justo”, pontua. Para o espiritualista, o apagamento das matrizes africanas e indígenas é uma perda cultural que precisa ser revertida através do conhecimento.
Sobre a prática doméstica, ele derruba mitos, como o medo de acender velas em casa. Para Rafa, o segredo está na intenção e no “endereçamento” da energia. “A vela serve para iluminar. Quando você diz que aquela vela é para o seu Preto Velho, por exemplo, você está dando uma ação e um endereço para ela”, afirma. Por fim, o médium, incentiva que cada um busque sua própria verdade espiritual. “As pessoas precisam saber mais sobre o poder que um pensamento tem, seja ele bom ou ruim. É preciso filtrar e só deixar passar coisas boas”, conclui.
