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Usar perfumes na região íntima é seguro? Ginecologista tira dúvidas
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Usar perfumes na região íntima é seguro? Ginecologista tira dúvidas

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Bons Fluidos
31/01/2026 15h00
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O odor da região íntima costuma ser motivo de preocupação para muitas mulheres, que tendem a associar o cheiro natural à falta de higiene e, por isso, acabam recorrendo a perfumes ou produtos com fragrâncias para mascará-lo. Mas, afinal, esse hábito é seguro ou, na verdade, pode prejudicar a saúde do órgão?

Riscos dos perfumes para a região íntima

A vagina, assim como o intestino, por exemplo, possui mecanismos naturais de proteção contra microrganismos. Para isso, no entanto, a região conta com bactérias benéficas, como os lactobacilos. Esses agentes ajudam a prevenir infecções e, durante a renovação celular, liberam secreções e odores que são responsáveis pelo cheiro considerado normal.

O aroma, de acordo com especialistas, pode variar conforme o ciclo menstrual, a alimentação e até a idade. Entretanto, o órgão, por si só, dificilmente terá um odor refrescante, como muitos desejam, e o uso de perfumes não é uma solução segura. Em vídeo publicado no Instagram, a ginecologista Fernanda Duarte explicou que a prática desequilibra a flora vaginal, acarretando riscos à saúde íntima.

“Isso pode aumentar muito as chances de corrimentos, alergias e coceiras, e essa é uma das queixas que eu mais recebo aqui no consultório. Entendam, de uma vez por todas: periquita tem cheiro de periquita”, aconselhou

A profissional, portanto, recomenda lavar a região apenas com sabonetes próprios para a área íntima, que possuem pH ácido. Além disso, após o banho, é importante evitar esfregar. Outra dica é optar por calcinhas de algodão, que permitem que a pele respire e impedem o acúmulo de umidade. Por isso, também deve-se restringir o uso de protetor íntimo. Duarte ainda orienta dormir sem calcinha e moderar a ingestão de açúcar para ajudar na regulação da flora vaginal. “Cuidar da saúde íntima é sobre equilíbrio, e não sobre ‘perfumar’ o que é naturalmente perfeito”, concluiu a médica.


*Leia também: 5 fatos que você precisa saber sobre a saúde ginecológica

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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