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Aos 76 anos, mulher mais rica do mundo cria faculdade de medicina gratuita
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Aos 76 anos, mulher mais rica do mundo cria faculdade de medicina gratuita

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Caras
08/03/2026 14h00
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Reconhecida em 2025 como a mulher mais rica do mundo, Alice Walton (76) acumula uma fortuna de US$ 100 bilhões, aproximadamente R$ 576 bilhões. Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, a CARAS Brasil explora a trajetória da primeira mulher centibilionária da história e explica como ela criou uma faculdade de medicina gratuita nos EUA.

Saúde em foco

Herdeira da rede Walmart, ela decidiu abrir sua própria escola de medicina nos Estados Unidos. O grande diferencial foi o que chamou atenção do mundo todo: mensalidade zero para as primeiras cinco turmas e um currículo que desafia o modelo tradicional.

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Para Alice, o problema da saúde nos EUA é estrutural. Enquanto o país gasta cerca de US$ 4,1 trilhões por ano em saúde, sendo aproximadamente 90% desse valor para tratar doenças crônicas, ele ainda ocupa apenas a 54ª posição em expectativa de vida. Por isso, em 2019, ela criou o Heartland Whole Health Institute, voltado à prevenção e à saúde integral.

Dois anos depois, em 2021, a bilionária fundou sua escola de medicina em Arkansas, com investimento inicial de US$ 154 milhões. A proposta rompe padrões: menos memorização, mais compreensão do ser humano. Os estudantes aprendem nutrição, saúde mental e determinantes sociais da saúde.

No ano passado, a primeira turma, com 48 alunos, iniciou as atividades. A meta é que 80% dos estudantes, quando formados, atuem em regiões carentes. Após o aporte inicial, o projeto ganhou reforço com US$ 700 milhões em parcerias estratégicas com grandes sistemas de saúde.

 

Conheça Alice Walton, a mulher mais rica do mundo

Alice Walton é uma figura singular dentro da dinastia Walmart, distinguindo-se de seus irmãos por ter trilhado um caminho que, embora fundamentado na fortuna gerada pelo império do varejo, sempre priorizou a curadoria artística e a filantropia em detrimento da gestão operacional direta da empresa.

Filha única de Sam Walton, o fundador da maior rede de supermercados do mundo, que morreu em 1992, Alice cresceu em Bentonville, Arkansas, e desde cedo demonstrou uma inclinação para as artes, adquirindo sua primeira reprodução de pintura aos dez anos de idade. Apesar dessa paixão, sua formação acadêmica e o início de sua carreira foram pautados pelas finanças.

Ela é graduada em Economia e Finanças pela Trinity University e atuou brevemente no setor bancário e na gestão de investimentos, e chegou a fundar sua própria instituição financeira, a Llama Company, no final dos anos 80. A virada definitiva em sua trajetória ocorreu quando ela decidiu canalizar seus recursos e influência para transformar o cenário cultural do sul dos Estados Unidos.

Em vez de se estabelecer nos centros artísticos tradicionais como Nova York ou Paris, Alice permaneceu fiel às suas raízes rurais. Sua maior realização foi a fundação do Crystal Bridges Museum of American Art, inaugurado em 2011 em sua cidade natal. O museu, que abriga uma coleção bilionária com obras de mestres como Norman Rockwell e Andy Warhol, é um testamento de sua visão de democratizar o acesso à arte, integrando arquitetura de ponta com a natureza exuberante do Arkansas.

Esse projeto não apenas revitalizou a economia local, mas posicionou a região como um destino cultural de relevância global. Ao longo das décadas, sua fortuna tem sido utilizada para causas que vão além das galerias. Alice é uma defensora fervorosa da reforma educacional e da saúde holística, tendo fundado o Alice L. Walton School of Medicine e o Whole Health Institute, focados em uma abordagem de bem-estar que integra corpo e mente.

Diferente de outros herdeiros bilionários que buscam os holofotes, Alice mantém uma postura relativamente reservada, preferindo que seu legado fale através do impacto social de suas fundações. Sua trajetória é, em essência, a narrativa de como converter a herança de um império comercial em um capital cultural e filantrópico duradouro, provando que o poder econômico pode ser uma ferramenta poderosa para a transformação estética e educacional de uma sociedade.

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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