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5 erros financeiros que jovens profissionais cometem no início da carreira
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5 erros financeiros que jovens profissionais cometem no início da carreira

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Portal Edicase
04/03/2026 20h00
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©O início da vida profissional traz novas conquistas, mas também exige escolhas financeiras mais conscientes (Imagem: Max kegfire | Shutterstock)
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O início da vida profissional costuma vir acompanhado de aumento de renda, novos benefícios, maior autonomia e, muitas vezes, do primeiro contato real com decisões financeiras relevantes. Ao mesmo tempo, é justamente nesse momento que muitos jovens cometem erros que podem comprometer a estabilidade e o crescimento no médio e longo prazo.       

Dados recentes revelam um cenário paradoxal: enquanto o volume aplicado por pessoas físicas no Brasil atingiu R$ 8,5 trilhões em 2025, alta de 15,5% em relação a dezembro de 2024, segundo a ANBIMA, o país também bateu recorde de inadimplência. De acordo com a Serasa, janeiro de 2026 registrou 81,3 milhões de inadimplentes, o maior número da série histórica. Embora os jovens de 18 a 25 anos representem 11,1% dos endividados, o dado reforça que decisões financeiras equivocadas podem começar cedo, justamente no início da vida profissional.

Para Mariane Sales, professora de Finanças Corporativas e Gestão Financeira na DomEduc, escola de Educação Corporativa do Grupo DDomingues, o problema não está apenas na falta de informação, mas na ausência de estratégia. “No mundo corporativo, nenhuma empresa cresce sem planejamento, reserva e previsibilidade. Na vida pessoal, a lógica é a mesma. Organização financeira não é sobre restrição, é sobre autonomia e liberdade de escolha”, afirma.

A seguir, a especialista destaca cinco erros financeiros comuns no início da carreira e como evitá-los. Confira!

1. Subir o padrão de vida no mesmo ritmo do salário

Sabe aquela sensação de “agora eu posso” que vem com o primeiro salário ou com aquela promoção suada? É uma armadilha clássica. A gente corre para trocar de carro ou mudar para um apartamento mais caro, achando que é o passo natural.

“É muito comum a gente ganhar um aumento e já ‘carimbar’ esse dinheiro com novas contas fixas. O erro é inflar o estilo de vida antes de criar uma base sólida. Se as empresas trabalham com margem de segurança, por que a gente não faria o mesmo? O segredo é: se a renda subiu, uma parte vai direto para os investimentos antes mesmo de você pensar em um novo boleto”, explica Mariane Sales.

2. Ignorar a famosa reserva de emergência

No trabalho, todo mundo fala em gestão de risco, mas na vida pessoal a gente costuma fingir que nada vai dar errado. É o famoso “comigo não acontece”. Imprevistos não avisam quando vão chegar, mas a falta de preparo sempre cobra seu preço.

“Sem aquele fôlego de 3 a 6 meses de contas pagas guardado, qualquer imprevisto vira uma bola de neve. Pode ser um problema de saúde ou uma demissão inesperada. Sem reserva, você resolve um problema criando outro maior e com juros altos. No fim das contas, a reserva não é só dinheiro, é paz de espírito”, alerta.

4. Deixar dinheiro na mesa 

Vale refeição, bônus, previdência da empresa e planos de ações… Muita gente nem lê o contrato e acaba ignorando essas vantagens. É o famoso “dinheiro esquecido” que faz muita falta lá na frente.

“Muitos profissionais focam só no que cai na conta dia 5 e ignoram o resto. Benefícios também são parte da sua construção de patrimônio. Entender como funciona a previdência privada ou a tributação desde cedo não é ‘coisa de velho’, é estratégia para quem quer ter liberdade de verdade daqui a uns anos”, afirma.

5. Viver sem metas 

Toda empresa tem metas e indicadores, mas na vida pessoal a gente costuma gastar primeiro para ver se “sobra” algo no final do mês. Spoiler: quase nunca sobra. “Sem objetivo, não tem disciplina que resista. Se você não sabe para onde quer ir, o dinheiro acaba sumindo em pequenas bobagens do dia a dia. Quer fazer uma pós? Um intercâmbio? Dar entrada no seu canto? Coloque um nome no seu dinheiro. Ter um propósito claro torna o ato de poupar muito mais leve”, finaliza a professora Mariane Sales.

Por Maria Fernanda Benedet

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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