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Talibã impede jornalista de trabalhar: 'Disseram-me que o regime mudou'
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Talibã impede jornalista de trabalhar: 'Disseram-me que o regime mudou'

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Aventuras Na História
18/08/2021 20h15
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Após a retomada do poder no Afeganistão pelo grupo extremista Talibã, muito tem se discutido a respeito dos direitos conquistados pelas mulheres afegãs nos últimos anos.

Um episódio recente discute essa questão. Nesta quarta-feira, 18, a jornalista Shabnam Dawran, que atua como âncora do canal de rádio e também da televisão estatal RTA Pashto, relatou que foi impedida de entrar no local de trabalho pelos membros do grupo que tomou o poder nos últimos dias.

 “Apesar de usar hijab e ter comigo a identificação, eles me disseram: ‘o regime mudou. Vai para casa’”, desabafa Shabnam através de um vídeo disponibilizado no Twitter por Miraqa Popal, diretor do TOLOnews, veículo onde Dawrn já atuou.

"Eu sou Shabnam Dawran, tenho trabalhado aqui como apresentadora de notícias e meu último trabalho foi com a RTA fazendo o mesmo. Depois da mudança de regime, não perdi a coragem e voltei ao meu trabalho. Infelizmente não fui autorizada a entrar, apesar de estar com o meu crachá de identificação", explica ela.

Veja no Twitter
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Taliban didn't allow my ex-colleague here in @TOLOnews and famous anchor of the State-owned @rtapashto Shabnam Dawran to start her work today.
" Despite wearing a hijab & carrying correct ID, I was told by Taliban: The regime has changed. Go home"#Afghanistan #Talban pic.twitter.com/rXK7LWvddX

August 18, 2021

"Trabalhadores do sexo masculino foram permitidos, mas fui ameaçada, disseram-me que o regime mudou, por isso há ameaças sérias contra nós e se a comunidade internacional puder ouvir a minha voz, todas as organizações relevantes devem nos ajudar, pois nossas vidas estão sob sérias ameaças", explica a jornalista. 

O episódio contradiz mais uma vez o discurso adotado por membros do grupo. Acontece que eles afirmaram que não aconteceria nada com as mulheres que viverem sob o novo regime.

"Não haverá nada contra as mulheres sob o nosso comando. As nossas mulheres são muçulmanas, elas aceitam as leis islâmicas, e se elas continuarem a viver de acordo com a lei Sharia, nós vamos ser felizes e elas vão ser felizes", explicou o porta-voz do Talibã durante coletiva.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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