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Eu era o cara dos assuntos que não deveriam ser falados
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Eu era o cara dos assuntos que não deveriam ser falados

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13/03/2026 14h09
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Por aqui, costumo falar que militar é burro (como ex-atirador do glorioso Tiro de Guerra de São Bernardo e como atual burro, tenho lugar de fala). Não é, claro, que seja uma espécie de bordão, como quando o Nani resolveu adotar um e passou a falar “Macacos me mordam” em qualquer situação.

Costumo comentar isso somente quando vejo alguma burrice do exército, da marinha ou da aeronáutica – logo, falo isso bastante. Por exemplo, lendo o comentário do Sobrinho-c4m aqui embaixo, dá para dizer que tem grandes chances de ser militar.

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Tudo bem que exemplos não faltam de burrices das forças armadas brasileiras. Uma das minhas favoritas até outro dia foi quando uma trupe da aeronáutica tentou descer de paraquedas na praia de Copacabana, erraram o trajeto e ficaram presos em umas árvores no meio do bairro. Foram salvos por populares, que usaram umas escadas de pedreiro, umas tesouras do Mickey e uma banca de jornal para resolver a parada.

Entretanto, esta semana rolou outra que já está no meu TOP 3. Um barco da marinha acabou encalhou na Praia da Macumba, no Rio de Janeiro. Aí, mandaram um barquinho para tentar resolver a questão e ele também ficou encalhado.

Lá pelas tantas, meteram uma escavadeira na água, que acabou completamenta escangalhada por conta do mar foi para o saco. Aí, já não sei se foi antes ou depois do incidente com a escavadeira, levaram uma corda para tentar rebocar não sei o que (se o primeiro barco, o segundo, a escavadeira ou só a colocaram de zuação no meio da confusão) e ela se enroscou numas hélices e a coisa foi para o vinagre.

No final, sabe Deus como, o primeiro barco foi içado e a escavadeira está, no momento, protagonizando o final de Planeta dos Macacos  – Versão Praia da Macumba.

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Eu adoro esse sósia do Bill Gates que está no excelente The Web, do Nahtan for You

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Participo de um grupo no WhatsApp (ABC – Por onde anda Dedé e o Comando Maluco?) que serve para comentar somente as desventuras das forças armadas. No dia dessa escangalhopança toda da Marinha, estávamos acompanhando ao vivo.

Caso você não tenha clicado nos links ou entendido a cronologia de tudo, creio que os diálogos são (embora confusos) autoexplicativos.

– A Marinha brasileira é um exemplo.

– Iemanjá devolvendo as oferendas.

– Parece os barquinhos do Irã.

– Difícil escolher entre a marinha e o exército. São muito bons.

– Outro encalhado. Muita Marinha.

– Me lembrou de uma vez que fomos andar de caiaque no Riacho. O caiaque do Bundinha encheu de água e afundou. Aí veio um barquinho resgatar. Na hora que o Bundinha foi subir, o barquinho virou.

– Destaque para o narrador também, não? "Que loucura do caralho!"

– E isso? “Brasil ultrapassa Israel e Alemanha em ranking militar global e entra no top 11 das forças armadas mais poderosas” - RSM - Revista Sociedade Militar https://share.google/cN8PSd5388lp72ETN

– A Marinha que o diga…

– O salva vidas correndo é demais kkkk

– Difícil saber quem é mais burro aí hein… A Marinha, que atolou o navio, ou o cara que meteu a escavadeira no mar.

– Os dois.

– Dá para dizer que o barco da marinha tomou um caldo kkkk

– Até a primeira embarcação, a Marinha tinha falado que não tinha encalhado. Que colocaram lá de propósito. Quando dava para ver, claramente, que ela estava completamente encalhada.

– O barquinho parece aquelas crianças que começam a tomar um caldo e a mãe sai correndo.

– Ou o Quico se afogando.

–Tá demais!!!! Até o submarino da Cidade da Criança é mais sério que a Marinha brasileira.

– A fumaceira da escavadeira foi demais.

– O salva vidas correndo é demais. Foi resolver a parada de sunguinha.

– Mas o salva vida deve ter sido o único que cumpriu a missão.

–Certeza.

– Agora é esperar um terceiro veículo que não pode entrar na água ir salvar a escavadeira e ficar atolado.

– Um Uno. Mas aí é capaz de dar certo.

– Um Uno com escada no teto resolve mesmo.

– Um tanque de guerra não chega nem nos pés…

– Acabei de lembrar que a Marinha era a mais empolgada com o golpe do Bolsonaro... Imagina esses tanques chegando de caiaque.

– Se a gente lembrar da turma da aeronáutica que ficou presa em árvores em Copacabana e teve que ser salva por populares, não dá para escolher qual é a melhor força armada do Brasil. Todo mundo é muito bem preparado.

– Não sei se é mais divertido os tanques de guerra queimando óleo dos desfiles ou esse tanque todo aberto que apareceu esses dias.

– Alguém tem o link desses vídeos?

– O do tanque de guerra aberto tava fácil. Aqui. Mas vendo de novo agora fiquei na dúvida se não é IA.

– Não é. Pesquisei sobre o cutia já.

– Aqui, os do tanque queimando óleo. É ótimo.

– Ser esculhambado pelo MBL é muita zuação.

– O último que passa é sensacional.

– O fumacê do último é incrível. Deve matar os oponentes intoxicados.

– É isso. Mete os inimigos trancados em uma garagem e liga a porra do tanque. Já era.

– Me lembrei agora daquele barco todo enfeitado da marinha que bateu numa ponte e acho que afundou.

– Esse é ótimo também.

– Eu já disse que Bolivia e Paraguai só não tem saída pro Atlântico pq tem medo da Galoucura e Gaviões. Se dependesse do exército, o Brasil seria só o Espírito Santo.

(E já deixo aqui meus agradecimentos aos entuasiastas dos militares do grupo do ABC e ao General Heleno, que contribuíram demais, com links e comentários, com essa bobajada news aqui.)

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Tudo bem que as forças armadas ajudaram, mas eu comecei essa história toda só para comentar uma entrevista que eu estava ouvindo com o Odair José esses dias. Sempre soube que ele foi dos artistas mais censurados pela ditadura e tals (se não me engano, foi o segundo. O primeiro foi o Taiguara. Não vou checar e me fio do “se não me engano” e tá tudo certo) e ele resolveu falar do assunto.

O Odair José gravou Vou Tirar Você desse Lugar e como não era conhecido, nem nada, não tinha porque ficar no radar da censura da ditadura. Mas aí ele estourou, a música foi a mais popular de 1973 e ele foi convidado a dar esclarecimentos. Ignorou.

Depois do convite, veio a intimação. Aí, foi.

Chegou lá, o censor tava putaço porque a música não tinha cabimento. Como assim ela falava de tirar alguém do Brasil? Um país tão pujante e tudo mais. O Odair explicou que o lugar em questão não era bem o Brasil, mas um puteiro (na minha cabeça, era o Amorecana Loves e Drinks).

Quando o militar entendeu, ficou ainda mais puto. Mais ainda do que quando achava que o lugar que a pessoa ia ser tirada era o Brasil. Como assim falar em puteiro em uma música? Etc e tal.

E foi assim que o Odair passou a ter todos os álbuns previamente analisados pela censura antes de serem lançados. Depois, ainda foi perseguido pelo exército, pela igreja e até pelos amigos por fazer o, agora cult, O Filho de Maria e José. Ele conta muito mais coisas bacanas, incluindo a vaia que tomou com Caetano em 73, a amizade com Raul Seixas e Otto e coisas do tipo aqui.

Em dado momento, ele se define como “Eu era o cara dos assuntos que não deveriam ser falados”. Achei bonito e até fiquei pensando que queria isso ficaria bom em uma lápide. Inclusive, na minha.

“Aqui jaz Sérgio Vinícius. E o Odair José era o cara dos assuntos que não deveriam ser falados”.

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Semana que vem, tem mais. Até lá, marcha soldado!

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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