Home
Notícias
A teoria que liga o desaparecimento de Madeleine McCann com o caso Epstein
Notícias

A teoria que liga o desaparecimento de Madeleine McCann com o caso Epstein

publisherLogo
Aventuras Na História
08/02/2026 17h00
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/50839/original/Aventuras_na_Histo%CC%81ria.png?1764190102
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

Na última semana, um dos assuntos que mais chamou atenção globalmente foi o novo vazamento de documentos relacionados ao caso Epstein, que suscitou na ampla repercussão de diversas teorias associadas. Jeffrey Epstein foi um financista e criminoso sexual dos Estados Unidos, acusado de traficar dezenas de meninas e possuir uma relação próxima a várias figuras poderosas e conhecidas do mundo, incluindo artistas, modelos e até políticos.

E outro crime que também chamou atenção, em especial nas últimas décadas, envolve o desaparecimento da jovem Madeleine McCann, uma menina britânica que desapareceu no dia 3 de maio de 2007, quando tinha apenas três anos, de um apartamento no Ocean Club Resort, em Praia da Luz, no sul de Portugal. Naquele momento, seus pais, Kate e Gerry McCann, jantavam com amigos em um restaurante localizado a aproximadamente 55 metros do local. A ausência da criança foi percebida durante uma das verificações periódicas feitas pelos adultos.

Maxwell e Epstein, vale mencionar, se conheceram no início da década de 1990, e o relacionamento evoluiu de um envolvimento pessoal para uma parceria operacional. Maxwell passou a administrar propriedades de Epstein, como a de Palm Beach, e assumiu um papel cada vez mais ativo na engrenagem que sustentava os abusos. Essa relação permitiu a Epstein ampliar sua influência em círculos sociais de elite, enquanto mantinha um sistema de exploração que só viria a público anos depois.

Retrato-falado

O retrato-falado em questão foi produzido a partir de informações reunidas por investigadores particulares contratados pelos pais de Madeleine. Ele representa uma mulher que teria sido vista em circunstâncias consideradas suspeitas poucos dias após o desaparecimento da menina, ocorrido em maio de 2007. Embora o desenho tenha voltado a ganhar atenção mais de uma década depois, ele já havia sido amplamente divulgado pela imprensa britânica na época de sua criação.

Em agosto de 2009, veículos como o The Telegraph publicaram detalhes sobre o retrato, que descrevia uma mulher apontada como uma “sósia de Victoria Beckham“, com idade estimada entre 30 e 35 anos e cerca de 1,57 metro de altura. Segundo os relatos, ela teria sido observada nas proximidades da Marina Port Olímpic, em Barcelona, nas primeiras horas da manhã de 7 de maio de 2007, apenas três dias após o desaparecimento de Madeleine McCann, em Portugal.

De acordo com informações divulgadas pelo site oficial Find Madeleine, a mulher foi vista por dois homens britânicos, que consideraram seu comportamento estranho o suficiente para relatá-lo às autoridades. Apesar disso, ela nunca foi identificada. As descrições fornecidas pelas testemunhas indicavam que a mulher parecia australiana e significativamente mais jovem do que algumas das figuras que, anos depois, passaram a ser associadas a ela em teorias online.

Era Ghislaine Maxwell?

Registros disponíveis indicam que Maxwell provavelmente estava em Nova York na época do desaparecimento de Madeleine. Além disso, as descrições feitas pelas testemunhas em 2007 não correspondem nem à idade nem ao histórico conhecido de Maxwell, reforçando a ausência de fundamentos para as comparações feitas nas redes sociais, repercute o Times Now News.

Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell estiveram, de fato, envolvidos em crimes graves, mas em um contexto completamente distinto. Ambos foram posteriormente responsabilizados em processos relacionados à exploração sexual de meninas menores de idade. Os depoimentos reunidos nesses casos demonstraram que vítimas, algumas com apenas 14 anos, foram aliciadas por meio de um esquema de recrutamento em cadeia e abusadas em propriedades de Epstein na Flórida, em Nova York e em sua ilha particular, Little St. James. Esses crimes, embora amplamente documentados judicialmente, nunca foram conectados por investigadores ao caso McCann.

Casos abertos

No que diz respeito à situação atual da investigação sobre Madeleine McCann, os promotores alemães continuam tratando o desaparecimento como um homicídio. Christian Brückner segue sendo apontado como o principal suspeito, apesar de nenhuma acusação formal ter sido apresentada até o momento. Após cumprir pena por um crime não relacionado, ele foi libertado da prisão em setembro de 2025 e permanece sob monitoramento.

A investigação conduzida pela Polícia Metropolitana do Reino Unido continua ativa por meio da Operação Grange, que recebeu novos recursos para o período de 2025–2026. Em junho de 2025, autoridades portuguesas e alemãs realizaram novas buscas conjuntas, embora nenhuma descoberta relevante tenha sido divulgada. No início de 2026, os pais de Madeleine demonstraram cauteloso otimismo diante da possibilidade de exames forenses adicionais e outras tentativas finais de esclarecimento do caso.

Paralelamente, o papel de Ghislaine Maxwell nas operações de Jeffrey Epstein foi amplamente detalhado em processos judiciais. Maxwell atuou de forma central no recrutamento e aliciamento de meninas menores de idade, normalizando a exploração sexual e, em alguns casos, participando diretamente dos abusos. Sua proximidade com Epstein lhe garantiu acesso contínuo a vítimas vulneráveis, frequentemente por meio de conexões sociais e estratégias manipuladoras.

Apesar da força narrativa das teorias online, as investigações oficiais permanecem firmes ao separar esses dois universos: o desaparecimento de Madeleine McCann e os crimes cometidos por Epstein e Maxwell seguem trajetórias distintas, sem evidências que os conectem.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também