Há 6 meses, jovem responsável pelo ataque em escola relatou agressão à polícia
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A mãe do adolescente, identificado pela polícia como o autor do tiroteio em uma escola na zona leste de São Paulo, havia feito um registro de ocorrência seis meses atrás, alegando que seu filho havia sofrido agressões e ameaças. Tragicamente, essa violência anterior parece estar relacionada ao ataque que ocorreu nesta manhã, resultando na morte de uma pessoa e deixando outras duas feridas.
A ocorrência foi registrada em 24 de abril deste ano, descrevendo episódios de agressão contra o adolescente na Escola Estadual Sapopemba, mesmo local do ataque. O jovem também teria sido agredido durante um evento no bairro da Liberdade, região central de São Paulo, e enfrentava ameaças online.
A mãe, atuando como representante, relatou no boletim de ocorrência que as agressões contra seu filho se tornaram públicas nas redes sociais, aumentando a “fama” dos agressores. A vítima estava preocupada com sua própria segurança física, temendo que as ameaças se intensificassem.
As agressões sofridas pela vítima se generalizaram na internet e foi perseguido que os agressores ganharam muitos seguidores. A vítima teme pela sua integridade física e que as ameaças se espalhem”, informa um trecho do boletim de ocorrência.
11º ataque
A Secretaria Estadual da Educação foi contatada para comentar o caso e anunciou que irá realizar uma investigação minuciosa. Um vídeo gravado por alunos, e entregue ao UOL, mostra cenas do adolescente sendo violentamente agredido dentro de uma sala de aula. Parte da motivação por trás das agressões parece ser o desejo de notoriedade nas redes sociais, algo que está se tornando cada vez mais comum na geração z.
Logo após o registro da ocorrência, exames médicos foram solicitados para avaliar as lesões sofridas pelo adolescente. A mãe também procurou o Conselho Tutelar e a direção da escola para relatar os incidentes. Todas as vítimas baleadas no ataque na escola hoje são do sexo feminino.
Segundo o UOL, esse episódio marca o 11º ataque a escolas no Brasil em 2023, com pelo menos cinco deles resultando em fatalidades.