Mudanças climáticas irreversíveis estão cada vez mais próximas
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As mudanças irreversíveis podem ser desencadeadas pelo aquecimento global contínuo, condenando todo mundo a um novo clima infernal de “Terra estufa”, muito pior que o aumento de temperatura entre 2 a 3°C, afirmam os especialistas.
Nos últimos anos, o aquecimento global foi de apenas 1,3°C, o que já foi necessário para que pessoas tivessem suas vidas ceifadas e que meios de subsistência em todo o mundo fossem destruídos. Na semana passada os cientistas afirmaram que a 3-4° C, a economia e a sociedade deixariam de funcionar como as conhecemos e que um planeta com efeito estufa seria ainda pior.
O cientista da Terrestrial Ecosystems Research Associates, Dr. Christopher Wolf, disse que era difícil prever quando os pontos de inflexão seriam desencadeados, tornando a precaução vital. “Ultrapassar mesmo alguns desses limites pode condenar o planeta a uma trajetória de aquecimento global extremo”, completou.
É também provável que os níveis de dióxido de carbono sejam os mais altos dos últimos 2 milhões de anos, de acordo com o The Guardian.
“Sabemos que estamos correndo riscos profundos com a trajetória climática atual, que não podemos descartar como sendo a de uma trajetória rumo a um estado climático muito menos habitável para nós[…] esses riscos já estarão presentes se continuarmos com o aquecimento global de 3°C”, disse Tim Lenton, professor e especialista em pontos de inflexão a Universidade de Exeter.
Pesquisas
A avaliação, publicada na revista One Earth, sintetizou descobertas científicas sobre os ciclos de retroalimentação climática e 16 elementos de inflexão. O processo já pode estar ocorrendo na Groenlândia, na Antártida Oriental, com o permafrost, as geleiras de montanhas e a floresta amazônica aparentemente à beira do colapso, disseram os cientistas.
“Embora o risco exato seja incerto, é evidente que os compromissos atuais em relação às ações climáticas são insuficientes”, concluíram.
O professor William Ripple, da Universidade de Oregon, que liderou a análise, afirmou que a Circulação meridional de capotamento do Atlântico (AMOC) já está mostrando sinais de enfraquecimento, e isso pode aumentar o risco de declínio da Amazônia.
*Sob supervisão de Éric Moreira
