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Trump: EUA vão comandar Venezuela em transição e controlar o petróleo
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Trump: EUA vão comandar Venezuela em transição e controlar o petróleo

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03/01/2026 17h48
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©Marcelo Camargo/Alan Santos/Agência Brasil
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A manhã deste sábado (3) foi marcada por declarações contundentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a ofensiva militar realizada na Venezuela. Em coletiva transmitida ao vivo, o chefe da Casa Branca apresentou sua versão dos fatos que culminaram na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, além de indicar quais serão os próximos passos de Washington em relação ao futuro político e administrativo do país sul-americano.

Segundo Donald Trump, a operação ocorreu durante a madrugada e foi conduzida sob sua supervisão direta. O presidente afirmou que tropas especiais norte-americanas executaram a ação de forma coordenada e que ele acompanhou o momento da prisão em tempo real. Ao justificar a ofensiva, Trump classificou Maduro como um “ditador fora da lei” e afirmou que a missão teve como objetivo levá-lo à Justiça, destacando a atuação estratégica das forças armadas dos EUA.

 

Ocupação temporária e ameaça de nova ofensiva

Durante a coletiva, Trump declarou que os Estados Unidos assumirão o controle da Venezuela por tempo indeterminado. “Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata”, afirmou, ao sinalizar uma administração direta até que Washington considere o cenário político estável. Ele também alertou que uma nova ofensiva militar pode ser lançada, caso julgue necessário, e classificou a operação inicial como histórica. “Ontem, sob meu comando, o poder militar americano foi usado para um ataque espetacular”, disse.

O presidente norte-americano acrescentou que a ação ocorreu sob o manto da escuridão para garantir surpresa e minimizar riscos. Segundo ele, Maduro e Cilia Flores foram detidos sem baixas significativas do lado americano. Trump afirmou ainda que o casal responderá a acusações de narcoterrorismo nos tribunais dos EUA. “Ambos irão enfrentar a justiça americana”, declarou, citando processos no Distrito Sul de Nova York.

Ao final, Donald Trump não apresentou prazos para o encerramento da presença militar nem para a devolução do poder aos venezuelanos. Ele ressaltou que caberá exclusivamente aos Estados Unidos definir quando a Venezuela estará apta a retomar sua soberania política após o que chamou de “transição apropriada”.

Leia também: Lula condena ataque dos EUA à Venezuela: ‘Inaceitável’

Leia a matéria original aqui.

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