Ex-deputado é preso por crimes eleitorais e injúria contra artistas
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O ex-deputado federal Wladimir Costa foi preso, nesta quarta-feira (18/4), pela Polícia Federal (PF) no Aeroporto Internacional de Belém. Conforme informações reveladas, Costa está sendo investigado por crimes eleitorais, incluindo abuso de poder econômico e gastos ilícitos durante a campanha eleitoral de 2014.
A prisão preventiva de Costa foi deferida devido à prática reiterada de crimes eleitorais, especificamente a violência política praticada contra uma deputada federal através das redes sociais. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ordenou a exclusão das postagens nas redes sociais que motivaram a prisão, revelando que a parlamentar ofendida seria Renilce Nicodemos, do MDB-PA.
Costa foi deputado federal durante quatro mandatos consecutivos. Em janeiro de 2023, foi condenado a nove meses de detenção em regime inicialmente aberto. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) considerou que o ex-parlamentar paraense havia injuriado artistas como Wagner Moura, Glória Pires, Letícia Sabatella, Orlando de Morais e Sônia Braga.
Em 2017, durante seu mandato pelo Solidariedade, Costa subiu ao púlpito da Câmara dos Deputados e proferiu ataques aos artistas que ingressaram em uma campanha contra o então presidente Michel Temer, acusando-os de "roubar a Lei Rouanet". Ele os chamou de "vagabundos", "bandidos" e "aproveitadores", causando indignação entre os parlamentares e personalidades brasileiras.
Além disso, Costa ganhou notoriedade ao mostrar uma tatuagem com o nome de Michel Temer no ombro, gerando controvérsia e memes na internet. No entanto, quando questionado se podia mostrar a tatuagem realizada, ele respondeu de forma machista e antiética, desrespeitando a profissional que questionava a situação. "‘Pra você, só se for o corpo inteiro"
A repórter Basília Rodrigues, presente no momento, relatou publicamente a experiência no Facebook, denunciando a atitude machista do deputado. Diversas entidades também se posicionaram em apoio à profissional, reafirmando a importância de combater o preconceito e o machismo no ambiente jornalístico.
A ação da PF e a prisão de Wladimir Costa receberam apoio de várias entidades, como o Sindicato dos Jornalistas, que repudiou a ação do ex-deputado e lembrou que as mulheres jornalistas já sofrem diariamente com preconceito e machismo.