IPCA-15 sobe 0,84% em fevereiro, puxado por Educação e Transportes, diz IBGE
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira (27) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou variação de 0,84% em fevereiro, acelerando frente aos 0,20% observados em janeiro. O resultado veio acima do intervalo de projeções que apontava alta entre 0,39% e 0,69%, com mediana de 0,56%.
Com o dado divulgado, o índice passou a acumular elevação de 1,04% em 2026. Em 12 meses, o IPCA-15 ficou em 4,10%, abaixo dos 4,50% do período imediatamente anterior.
Na comparação com fevereiro de 2025, quando houve avanço de 1,23%, a taxa de fevereiro de 2026 foi menor, mas ainda representou a maior alta para um mês desde aquela marca de 2025.
Entre os nove grupos pesquisados, Educação apresentou a maior variação em fevereiro, com alta de 5,20% e impacto de 0,32 ponto percentual, após avanço de 0,05% em janeiro. Transportes teve elevação de 1,72% e impacto de 0,35 ponto percentual, revertendo a queda de 0,13% registrada no mês anterior.
Nos demais grupos, os resultados ficaram entre a retração de 0,42% em Vestuário e a alta de 0,67% em Saúde e cuidados pessoais. Na passagem de janeiro para fevereiro, Habitação passou de -0,26% para 0,06%, enquanto Vestuário saiu de 0,28% para -0,42%. Também houve desaceleração em Alimentação e bebidas (de 0,31% para 0,20%), Artigos de residência (de 0,43% para 0,21%), Saúde e cuidados pessoais (de 0,81% para 0,67%), Despesas pessoais (de 0,28% para 0,20%) e Comunicação (de 0,73% para 0,39%).
No recorte regional, São Paulo teve a maior alta entre as áreas acompanhadas: 1,09% em fevereiro. No município, os aumentos foram influenciados por passagens aéreas (16,92%) e cursos regulares (6,34%), além de reajustes nas tarifas de ônibus urbano, trem e metrô. A região tem peso de 33,45% no cálculo do IPCA-15.
Em 12 meses, o resultado de 4,10% ficou acima da mediana de 3,81% e também superou o teto das estimativas, que variavam de 3,64% a 3,95%. Ainda assim, permaneceu dentro da margem associada à meta de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e acompanhada pelo Banco Central (BC), que admite variação de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. Pelos critérios citados, o IPCA ultrapassa o alvo se a taxa em 12 meses ficar acima de 4,5% por seis leituras seguidas.
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