Taxa básica de juros sobe a 14,25%, a mais alta desde a crise de Dilma

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, de forma unânime, aumentar a taxa básica de juros de 13,25% para 14,25%. Esta é a maior taxa desde a crise do governo Dilma Rousseff, ocorrida entre 2015 e 2016, quando atingiu o mesmo patamar. A ex-presidente foi destituída de seu cargo em agosto de 2016.
A taxa Selic, utilizada como referência para calcular juros em empréstimos e financiamentos, teve sua quinta alta consecutiva. O Banco Central indicou após a reunião do Copom que poderá haver um novo aumento na próxima reunião, agendada para 6 e 7 de maio.
O aumento da Selic reflete a preocupação com a inflação em um cenário de economia aquecida, visto que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,4% no ano passado. Com o objetivo de controlar a inflação, o BC age conforme o sistema de metas estabelecido, ajustando a taxa Selic de acordo com projeções alinhadas com a meta de 3% ao ano.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, evitou comentar a decisão do Copom até que a ata da reunião fosse divulgada, destacando que o aumento já estava previsto. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva, lidera sua segunda reunião à frente do Copom, na qual os diretores indicados por Lula são maioria e têm responsabilidade direta sobre as decisões.
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